FÉ: CONDIÇÃO ÚNICA PARA A SALVAÇÃO
As Escrituras deixam claro que uma pessoa é salva pela fé. Em Romanos 4:1-4 Paulo descreve que a justificação nossa perante Deus é imputada pela fé, assim como ocorreu com Abraão. O mesmo Paulo escreve aos gálatas que nenhuma obra da lei ou obra que nossa carne produz pode trazer justificação para nós.
Isto acontece simplesmente porque, apesar de termos dificuldades em aceitar essa verdade, somos completamente e totalmente maus. Isso não quer dizer que cometemos o maior número possível de maldade que conseguirmos. Na verdade dizer que somos completamente maus é dizer que todo o nosso ser é mau, desde as nossas obras até nossos pensamentos, vontades e desejos. Não é um problema superficial mas um problema que atinge todo o âmbito do ser humano. É do interior do coração dos homens que saem os frutos do pecados e da carne (Mc 7:21-23). Este coração é mais perverso e enganoso do que qualquer outra coisa (Jr 17:9), estando cheio de maldade (Ec 9:3).
Sabendo que o problema não é apenas exterior pode-se concluir que nem mesmo o melhor ato de bondade de nossa parte é capaz de trazer justificação nossa perante Deus. Nós pecamos contra um Deus infinitamente Santo e Justo, fazendo com a justiça de Deus aplicada sobre nós não seja menor que a infinita condenação. É por este motivo que Isaías diz que nossas obras para Deus são como trapos de imundícia (Is 64:6).
A fé que nos traz salvação e justificação é dada por Deus em forma de dom gratuito, afim de que ninguém possa se gloriar em nada da sua prórpia salvação (Ef 2:8-9). Esta fé não pode ser definida apenas como um sentimento, uma aceitação passiva, um desejo interno do ser humano ou uma asserção intelectual. Ela é um porto seguro, uma confiança firme no favor divino para conosco, movendo nossa mente, nosso corpo, nosso coração e nossa vontade à esta confiança. Este é o motivo pelo qual uma vez que a fé nos trouxe a salvação inevitavelmente seremos levados a viver de acordo com essa crença, pois somos salvos em Cristo Jesus para as boas obras que Deus já havia preparado para que andássemos nelas (Ef 2:10). É isso que Tiago afirma quando diz que somente uma fé morta deixaria de produzir obras, sendo as obras a prova da nossa fé (Tg 2:17).
A maioria de nós não tem muitos problemas em acreditar que a fé é condição para a salvação. O nosso maior problema é acreditar que a fé é condição sine qua non (ou condição única) para a salvação. Se levantassemos uma lista de coisas que precisam ser feitas para que um indivíduo seja salvo com certeza a fé entraria nesta lista. Mas não sozinha. Para nós é sempre fé mais obras, fé mais amor, fé mais dons, fé mais lei, fé mais circuncisão, fé mais batismo, ... jamais fé sozinha. Provavelmente ela nem ocuparia a primeira posição da nossa lista.
O propósito do presente estudo é falar sobre mais um desses itens que são colocados ao lado da fé como condição para a salvação, e este item é o “Arrependimento”. Apesar de ser um tema complicado eu pretendo, se Deus assim permitir, trazer uma luz com relação ao que é o arrependimento genuinamente bíblico e tentar desmistificar a idéia de que o arrependimento é mais uma condição além da fé para salvar o homem.
ARREPENDIMENTO: DEFINIÇÃO
Na grande maioria das vezes a nossa definição de arrependimento é sempre a parte exteriorizada do negócio. É aquilo que a pessoa faz com o objetivo de ser melhor do que antes. Arrependimento é tomar vergonha na cara, ser religioso, andar na linha, mudar minhas atitudes. Resumindo: normalmente o conceito que temos é de algum tipo de aprimoramento que se faz necessário para sermos pessoas melhores. E é mais ou menos este conceito que a maioria de nós tem com relação ao arrependimento para a salvação. De acordo com a nossa mente o arrependimento tem a ver com o nosso passado, mas tendo em vista o presente, objetivando um futuro melhor. Para a salvação funcionaria assim: você é um pecador e precisa melhorar. Portanto largue o cigarro, a bebida, os vícios, desista da prostituição, do adultério, das mentiras, da roubalheira, etc, e depois que você cumprir uma lista de exigências aí sim você estará apto para a salvação. Depois que você mudar sua vida completamente Deus ficará feliz e estará a sua espera do outro lado desta estrada, de braços abertos, pronto para te salvar.
Na teoria um discurso assim aparentemente é lindo, uma vez que o evangelho é uma coisa que deve ser levada a sério. Contudo, existe um problema implícito em pensarmos desta maneira. Se olharmos com atenção esta lista de exigências perceberemos que voltamos a estaca zero, enfatizando novamente as obras como condição para a salvação. Nossas mentes estão tão saturadas de obras que para nós é necessário ver mudanças no indivíduo para que realmente falemos que ele pode ser salvo, isto porquê, para a salvação, não basta apenas você visualizar e ter ciência da sua condição de pecador; é necessário que você abandone o pecado antes.
Pensar desta maneira é totalmente anti-bíblico, uma vez que damos enfaze às obras da carne. Já foi comentado que o homem não pode mudar a si mesmo, assim como o leopardo não pode mudar as suas manchas ou o etíope mudar a cor da sua pele (Jr 13:23). Deus nunca intencionou dar um jeitinho na nossa natureza humana, muito menos planejou que nós fizessemos alguma coisa para melhorar a nossa natureza adâmica. A intenção de Deus é revelada na cruz: morte e destruição ao velho homem, e não melhora do mesmo.
Quando colocamos uma lista de exigências que devem ser cumpridas para a salvação então nunca aceitaremos o fato de que Deus chama o o pecador ao arrependimento na condição que ele se encontra atualmente: PECADOR (Lc 5:29-32; Mt 9:10-13). Jesus não está interessado nos nossos sacrifícios, nem se importa com os nossos holocaustos ou nossas obras. O que Ele quer são pecadores cônscios do estado em que se encontram.
Quantas pessoas têm duvidado da segurança da sua salvação porque estão exigindo de si mesmas (uma vez que foram ensinadas desta maneira) que o arrependimento salvífico deve ser igual ao arrependimento de um crente maduro que está na caminhada cristã a uns 20 ou 30 anos! Muitos ensinam desta maneira sem perceberem que estão correndo o risco de fechar o Reino de Deus e manter pessoas fora dele. Fazem exigências que nem eles mesmos cumprem. Querem um arrependimento que nem mesmo Deus exige!
Percebe como o nosso modo de pensar no arrependimento é falho? Notou como o modelo de arrependimento que temos aprendido é deficiente? Se isto ficou claro então faz se necessário entendermos o que é o arrependimento realmente bíblico.
ARREPENDIMENTO NAS ESCRITURAS
Antes de tentar expor o verdadeiro significado do arrependimento bíblico primeiramente eu gostaria de enfatizar que o arrependimento é uma das verdades fundamentais e essenciais das Escrituras, sendo o homem convocado constantemente ao arrependimento por toda a Bíblia. Vejamos alguns exemplos disso:
· João Batista, em Mateus 3:2
· Jesus, em Mateus 4:15-17
· Os doze comissionados, em Marcos 6:12
· Pedro no Pentecostes, em Atos 2:38
· Paulo aos gentios, em Atos 26:20
· Das sete igrejas do Apocalipse, cinco recebem como exortação a convocação ao arrependimento
· Apelo constante dos profetas no Antigo Testamento
· O resumo do evangelho de Cristo que deveria ser pregado ao mundo, em Lucas 24:46-48.
Tantas referências assim só nos mostram como a mensagem do arrependimento é importante e, sendo de tamanha importância, torna-se mais importante ainda nós termos uma definição correta deste tema tão abordado nas Escrituras.
Arrependimento vem da palavra grega metanoia, que quer dizer “mudança de mente”. Somente isso: mudança de mente. Não mudança de conduta, não mudança de atitude, não mudança de hábito. Simplesmente mudança de mente.
Uma das grandes vantagens da língua grega é que ela é uma das melhores línguas (se não for a melhor) para que uma pessoa consiga expressar exatamente aquilo que ela quer dizer. Quantas vezes falamos ou escrevemos alguma coisa na língua portuguesa e as pessoas não entendem o que queriamos realmente dizer, ou não entendem o sentido, ou o sentido do que nós escrevemos ou falamos fica duplicado. Isto raramente acontece no grego. No grego quando um autor escreve “algo” pretendendo dizer “algo” ele realmente diz “algo” e todos entendem o que ele realmente quis dizer. Existe no grego uma riqueza de vocábulos para expressar cada situação. É bom lembrarmos que o Novo Testamento foi todo escrito em grego. Isto quer dizer que quando um autor intentou escrever sobre arrependimento usando o vocábulo metanoia ou suas variações então ele realmente estava falando sobre mudança de mente.
É nessas horas que entra o famoso “gato”, “ponte”, “gancho” ou seja lá que nome você costuma dar ao ato de tentar dar um “jeitinho” em algum versículo para que ele possa se encaixar nas nossas ideologias. Tentamos interpretar o texto de acordo com o nosso achismo e não de acordo com o que Deus e o autor pretendiam dizer. Contudo, “texto fora do contexto é pretexto”. Quantos estudos sobre arrependimento eu já vi que começavam assim: “Arrependimento significa mudança de mente. Mas quer dizer muito mais do que isso...”. Não! Não quer dizer mais do que isso! É apenas mudança de mente mesmo, e é isso o que Deus quer de um pecador.
Mas mudar exatamente o que na mente?
ARREPENDIMENTO: UMA MUDANÇA DE MENTE
Em Gênesis 3 é relatado a queda do homem (mais precisamente Gn 3:1-7). Repare neste trecho que Eva foi levada a comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal quando a serpente disse: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal (vs. 5)”.
Quando o homem viu a possibilidade de ser como Deus e saber o que Deus sabe então ele resolveu desobedecer a ordem expressa de Deus: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás (Gn 2:17)”. Ao comer, o homem pecou contra Deus e com este pecado o que Adão (e Eva, claro) estava dizendo era que Deus não era mais necessário. Por qual motivo o homem precisaria de Deus se ele sabe o que Deus sabe e conhece o que Deus conhece? A motivação deles foi unicamente serem como Deus. Estavam dizendo: “nós não precisaremos dEle se formos como Ele”.
Se olharmos ao nosso redor notaremos que é este o pensamento que impera na nossa humanidade. O ser humano vive segundo a sua própria vontade, escravo dos seus prazeres e desejos. Não se importa com a existência de Deus e não faz questão alguma de seguir os desígnios dEle. Para o homem não regenerado servir a Deus é sinal de fraqueza e esta dependência de um ser Supremo não traz agrado.
O pecado causou separação nossa com Deus. No antigo testamento os homens se esforçavam para conseguirem o agrado de Deus e a purificação dos seus pecados através dos sacrifícios e obediência a lei. Mas nós vimos que isso não serve para nada e não pode resolver o nosso problema e é por isso que o homem precisa mudar a sua mente. O arrependimento, portanto, serve para gritar aos ouvidos dos homens: “VOCÊS NÃO PODEM!”. Esta é a mensagem do arrependimento. Esta é a semente do arrependimento para a salvação. “Deus é tudo. Eu preciso dEle”. A mudança da nossa mente se faz necessária para nos levar a parar de confiarmos na força do nosso braço e nos levar novamente a confiarmos em Deus.
Vemos em Romanos 5:20 que onde abunda o pecado superabunda a graça. Logo, a partir do momento que o pecador tem consciência do seu estado lamentável a graça tem espaço para reinar.
A mudança da mente é para que o pecador perca completamente as esperanças em sim mesmo. Enquanto o pecador não tiver todas as esperanças em si mesmo e na força dos seu próprio braço, nos seus feitos, nas suas obras ou na sua caridade, completamente destruídas ele nunca poderá se voltar verdadeiramente a Cristo. O arrependimento pertence exclusivamente à religião dos pecadores. Não tem lugar na vida das criaturas não caídas ou na vida daqueles que não reconhecem a sua real condição (Lc 13:1-5). Aqueles que nunca cometem pecados, que são tido como justos, que não possuem uma natureza pecaminosa não precisam do perdão de Deus ou do arrependimento. Portanto a mudança da mente pode ser um simples “eu não consigo, eu não sou capaz”.
Perceba que o arrependimento para a salvação não tem a intenção de pegar a nossa natureza caída, fazer com que esta natureza produza algumas obras melhores, suba um degrau no seu comportamento para só assim estar apta para a salvação. O arrependimento é justamente o contrário: é feito para trazer humilhação e vergonha da vida que você vivia, revelando um sentimento de total incapacidade, com o único propósito de destruir nossa auto-estima.
O ARREPENDIMENTO ESTÁ INCLUSO NA FÉ SALVÍFICA
Mas como pode o homem, com sua natureza caída, enxergar a sua verdadeira condição? Realmente fica claro para nós que o homem em seu estado natural de servo do pecado (Jo 8:34), inimigo de Deus (Rm 1:30), ignorante e duro de coração (Ef 4:18) não tem a menor capacidade de enxergar a sua própria condição. Por isso se faz necessário que Deus realize algo. Somente uma intervenção divina poderá trazer luz aos olhos do cego de nascença.
Existem dois exemplos básicos que costumo usar para explicar a intervenção de Deus para que o homem possa olhar a sua real condição:
· A visão de Isaías (Is 6:1-5)
Se olharmos o capítulo 5 de Isaías veremos o autor do livro proferindo várias condenações aos povos em volta dele. Muitos “ais” são pronunciados contra as nações vizinhas de Israel. Contudo, quando este homem teve uma visão de Deus, uma visão da santidade dEle, os “ais” que ele pronunciava às nações se voltam contra ele mesmo. Ele enxerga a sua real condição e muda completamente o discurso dele, dizendo: “Ai de MIM! Pois ESTOU PERDIDO; porque SOU um homem de lábios impuros, e HABITO no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos (vs. 5)”.
· Paulo na estrada de Damasco (At 9:1-9)
Algo semelhante acontece com Paulo, anteriormente Saulo, no caminho para Damasco. Paulo era um homem que zelava pelo cumprimento da lei dos judeus e isto o levava a caçar e aniquilar todos aqueles que se diziam seguidores do Cristo. Não aceitava em hipótese alguma que Jesus era o Deus encarnado e o Messias que traria salvação a humanidade. Certa vez, Paulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, pede cartas para Damasco, pretendendo conduzir preso qualquer homem ou mulher que fizesse parte da seita dos seguidores de Jesus. No caminho para Damasco Jesus aparece a Paulo e diz: “Saulo, Saulo, por que me persegues? (vs. 4)”. Com a visão não restou nada nos lábios daquele ex-judeu zeloso, a não ser um: “Senhor, que queres que eu te faça? (vs. 6)”. Ver o Senhor mudou completamente a vida daquele homem, fazendo com que ele ficasse três dias sem comer e sem beber nada pensando no que tinha vivenciado.
Algo semelhante precisa acontecer na vida do homem caído. É necessário uma visão de Deus, de Cristo, para que o homem tenha um real comparativo para si mesmo. Se olharmos apenas na horizontal nunca veremos a nossa real condição. O ser humano não é um bom grau de comparação para nós mesmos. Sempre serei melhor do que fulano ou ciclano porque faço mais caridades, ou porque não tenho tantos vícios como o outro, eu porque sou mais fiel a minha esposa, etc. Contudo apenas um vislumbre da luz de Cristo é mais do que suficiente para revelar a nossa real condição. Comparados com o próprio Cristo quem ficaria inescusável ou sem culpa? Quem se sentirá santo o suficiente ao ficar defronte ao Ser cuja essência é a santidade?
A luz de Cristo é mais do que necessária para revelar a nossa real condição. Se eu estiver em uma sala escura não há como eu olhar para as roupas que estou vestindo e dizer que elas estão sujas. Ao passo que se uma luz for acesa no meio das trevas então será possível eu avaliar se minhas vestes realmente estão limpas ou não. E é neste momento que entra a fé.
A fé leva-nos a olhar para Cristo, enquanto o arrependimento é uma consequência do olhar para nós mesmos através da luz de Cristo. A fé faz com que meu corpo fique voltado na direção da luz de Cristo. Quando esta luz bate em mim eu posso analisar a minha condição e ver que estou em trevas.
Para que se cumprissem as Escrituras, logo após Jesus ouvir que João Batista estava preso, Ele deixa Nazaré e vai habitar Cafarnaum, e então é relatado “o povo, que estava assentado em trevas, viu uma grande luz; e, aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou” (Mt 4:12-16). É esta luz que precisa brilhar em nossas trevas.
Enquanto o arrependimento revela a nossa doença, a fé revela o nosso remédio. Enquanto o arrependimento revela que eu não posso me salvar, a fé mostra que Jesus pode! Como é maravilhoso isso!
Perceba que não é fé mais arrependimento que traz a salvação. A verdade é que a fé salvífica não vem sem o arrependimento. É impossível para o homem que enxerga a luz de Cristo não enxergar a escuridão em si mesmo. Quando o homem crê ele vê o que Deus fez por ele em Cristo Jesus. Quando ele vê Cristo ele é levado a se arrepender por reconhecer as suas próprias obras no passado e a sua real situação no presente. O que o homem fez no passado é arrependimento. Ver o que Jesus fez na cruz do Calvário é fé.
Um dos momentos mais lindos que vejo nas Escrituras referente a salvação é o episódio relatado em Lucas 23:39-43, que fala dos malfeitores que foram cruxificados junto com Jesus. Veja o que diz o malfeitor que inaugurou o Paraíso ao lado de Cristo (vs. 43) ao outro indivíduo que blasfemava contra Jesus: “Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.”
Todas as vezes que leio este trecho eu me emociono vendo com quão grande graça Deus tem nos salvado. Veja que a primeira atitude do malfeitor é reconhecer que ele estava pagando pelo que ele fez. Ele reconheceu o seu estado, o seu pecado e que era digno de condenação. Ao mesmo tempo a fé dele em Cristo é mostrada quando ele pede para que Jesus lembre-se dele quando entrasse no reino. Amado, isso é salvação. Ele não precisou fazer mais nada, não precisou repetir uma oração, levantar o braço, ir até o altar, fazer um sacrifício, nada! Apenas fé produzindo arrependimento naquele coração. Quão glorioso é isso!
Portanto, apesar de na teoria sempre tentarmos separar o arrependimento da fé dizendo que salvação vem pela fé mais arrependimento, a grande verdade é que o arrependimento está incluso na verdadeira fé. Quando eu digo que estou salvo é porque o arrependimento está incluso nisso. Ele é a evidência da salvação em nós e esse arrependimento será cada dia mais crescente na vida dos salvos.
SALVAÇÃO: OBRA EXCLUSIVA DE DEUS
Já foi falado que a salvação vem pela fé e é obra exclusiva de Deus (Ef 2, 8). Então se eu digo que o arrependimento está incluso na fé que salva logo é esperado que esse arrependimento também não seja algo gerado por nós mesmos, mas sim por Deus.
Embora o arrependimento seja um dever óbvio de todo pecador, ele só pode ser realizado de modo verdadeiro e eficaz pela graça de Deus. A natureza humana não pode se rebelar contra ela mesma para que seja produzido arrependimento. Mesmo que ela pudésse fazer isso a verdade é que o o homem não quer isso. Mas felizmente a bíblia deixa algumas referências claras que dizem que Deus, sendo suficiente para salvar, provê o arrependimento necessário:
“E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, A VER SE PORVENTURA DEUS LHES DARÁ ARREPENDIMENTO PARA CONHECEREM A VERDADE, e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos.” (II Tm 2:24-26)
“Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para [DEUS] dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.” (At 5:31)
“E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: na verdade até aos gentios DEU DEUS O ARREPENDIMENTO PARA A VIDA.” (At 11:18)
Esses versículos estão de acordo com promessas feitas por Deus no antigo testamento:
“E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis... E livrar-vos-ei de todas as vossas imundícias.” (Ez 36:26-27, 29)
“E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim.” (Jr 32:40)
Deus prometeu que Ele resolveria o problema do nosso coração e Cristo é a solução para este problema. Muitos conseguem notar em si mesmos que a conversão que tiveram foi obra única e exclusiva de Deus. Na primeira vez que ouvimos o evangelho ele não nos trouxe agrado nenhum. De repente, em um estalar de dedos, abrem-se os nossos olhos e dizemos: “Eu me arrependo!”. Ai as coisas que antes eram odiosas se tornam as mais maravilhosas , enquanto que o pecado que nos trazia prazer e agrado agora se torna nojento e repugnante. Só Deus pode mudar nossa natureza desta maneira.
POR QUE ENFATIZAR TANTO A SALVAÇÃO COMO OBRA SOMENTE DE DEUS?
Posso oferecer pelo menos três respostas a essa pergunta:
· Para que Deus tenha toda a glória
Deus não divide a glória dEle com ninguém. O homem sempre quer ter parte na salvação de si mesmo. Costumamos dizer que “Deus me salvou. Mas eu tive que dizer sim”, “Deus me salvou. Mas fui eu quem levantou a mão e repetiu a oração do pastor”, “Deus me salvou. Mas eu é quem fui até o altar e me prostrei lá na frente”. MENTIRA!!! Deus fez tudo! Somente Ele! Isso para que ninguém se glorie em nada, nem um infinitésimo de porcentagem deve ser dado a nós mesmos na nossa salvação. Não deve existir nenhuma possibilidade no grande Dia para que eu encha o peito e diga: “Vocês aí que estão se perdendo e indo para o inferno. Bem feito! Se fossem tão inteligentes quanto eu teriam aceitado o evangelho que foi pregado. Se fossem tão espertos quanto eu teriam dado atenção a mensagem. Se fossem tão sábios quanto eu vocês teriam ido à igreja que eu frequentava...”. Deus, sendo o único autor da nossa salvação, não permite que haja espaço para qualquer tipo de argumentação a nosso favor. Precisamos reconhecer o nosso real estado para podermos glorificar a Deus na medida que Ele merece.
· Para ter segurança na sua salvação
Muitos têm baseado a salvação em coisas tão banais que facilmente são levadas a dizer que perderam a sua salvação. Se um pastor faz um apelo dentro de uma igreja do tipo: “Quem não tem certeza da sua salvação ou está se sentindo longe de Deus venha até a frente que vamos orar por você” é certo que na maioria das congregações mais da metade das pessoas que estão na igreja vão a frente receber oração. Mas no que essas pessoas estão baseando a salvação delas? Normalmente elas ainda se baseiam nas suas próprias obras. “Se eu não pecar hoje eu estou bem. Mas se eu pecar eu perco minha salvação”. “Preciso andar na linha e me santificar senão Deus se afastará de mim”. “Droga! Hoje pisei na bola. Preciso confessar meu pecado aos meus irmãos, ao meu pastor, ao padre, etc, para que eu seja salvo novamente”. Isso beira a estupidez! Você não deve barganhar com Deus a sua salvação! Se você tem consciência da sua natureza então por que é que você confiaria em si mesmo para se manter salvo? Não faz nenhum sentido isso. Em outros casos a pessoa acha que perdeu a salvação dela na primeira dificuldade ou problema que enfrenta. Ou perde a salvação quando deixa de dar o dízimo, ou quando deixa de ir em algum culto (se for culto de ceia então faltar chega a ser um pecado imperdoável!), etc. Enfim, firmam sua salvação em bases feitas de areia, onde na primeira ventania tudo desmorona.
Contudo, se eu baseio a minha salvação em uma obra exclusiva de Deus, desta maneira meus pés encontram solo firme e inabalável. Pode alguma coisa ganha sem mérito ser perdida por demérito? Se eu não tinha mérito nenhum em mim mesmo para ser salvo não faz sentido Deus rifar a minha salvação, baseando ela nos meus méritos. Não é por obra nenhuma minha.
Qual é a rocha que devemos fundar a segurança da nossa salvação? São várias:
- É Deus quem muda o coração de pedra e transforma-o em um coração de carne, com o único propósito desse coração nunca se apartar dEle (Jr 32:40)
- O Espírito Santo é o selo e o penhor (uma garantia) da nossa herança para o grande Dia (Ef 1:13-14)
- Deus nos entregou nas mãos de Cristo, Aquele que promete que nós nunca pereceremos e ninguém pode retirar-nos das mãos dEle (Jo 10:28-30)
- A vontade de Deus é que nenhum daqueles que Ele entregou a Cristo se perca. E Cristo garante que ressuscitará estes no último dia (Jo 6:37-40)
- Em vários lugares Jesus diz ser o bom Pastor das suas ovelhas. Ele é a porta e ele é o porteiro do aprisco. Ninguém sai desse aprisco sem passar pelo pastor. Ainda que uma ovelha saia Ele deixa noventa e nove para trás e vai atrás dela, chama-a pelo nome e retorna alegremente com ela em seus ombros (Jo 10; Lc 15; Mt 18)
- Se morrermos em Cristo certamente ressuscitaremos com Ele. Assim como Cristo ressuscitou uma vez e não pode mais ser morto assim nós, se realmente ressuscitamos com Ele, não há como perecermos pois estamos nEle (Rm 6:6-7)
- Deus nos reconciliou com Ele em Cristo quando éramos inimigos dEle. Logo muito mais agora, estando já reconciliados, seremos poupados por Ele da ira (Rm 5:8-10)
- Nada pode nos separar do amor de Deus em Cristo Jesus. Ninguém pode intentar qualquer acusação contra aquele que foi justificado por Cristo (Rm 8:31-39)
- Se eventualmente pecarmos temos um Advogado perante o Pai. Este Advogado é justo e Ele mesmo é a propiciação pelos nossos pecados. É sobre os atos dEle que será dada a sentença, e não sobre os nossos atos. (I Jo 2:1-2)
Esses trechos são bons fundamentos para você depositar a segurança da sua salvação. Perceba que a ênfase dada é para os atos de Deus e não para os seus atos. Poderia citar mais n referências que podem nos trazer segurança na salvação, pois as Escrituras estão cheias de passagens similares. Portanto creia que Deus é fiel para terminar a boa obra que começou em nós e não diminua o poder do sangue de Cristo que foi derramado na cruz em nosso favor.
· Para ter base na oração pelos perdidos
Devemos crer que Deus é suficiente para salvar para que possamos orar com uma base firme pelos perdidos. Não faz sentido eu orar para a salvação de uma pessoa se eu basear a salvação na aceitação desta pessoa, ou na fé dela, ou em qualquer coisa que ela possa produzir. Lembre-se que o ser humano caído não tem poder para se salvar ou mudar a sua natureza. Ao passo que se eu creio que Deus é o autor da salvação então creio que Ele é poderoso o suficiente para salvar, mudar o coração do perdido, trazer arrependimento ao mesmo e levá-lo a viver uma vida nos caminhos dEle. Creia nisso você também.
A IGREJA SEM A MENSAGEM DO ARREPENDIMENTO
Infelizmente a maioria das nossas igrejas têm ignorado por completo a mensagem do arrependimento. Creio que o maior motivo para isso é a tentativa de fazer com que o evangelho seja mais aceitável ao homem. Muitas de nossas igrejas estão mais preocupadas com o dinheiro, com o número de fiéis que frequentam ela, com status, etc. Por isso coisas como arrependimento, renúncia, ira de Deus, juízo eterno, fim das esperanças em nós mesmos, não somos tão bons quanto imaginamos, esses tipos de mensagens não agradam as pessoas e, por não trazer agrado, corremos o risco de perder membros ensinando coisas assim.
Essa tentativa de deixar o evengelho mais “digerível” faz com que seja pregado um evangelho totalmente deturpado, que seja ensinado algo que não é mais o verdadeiro evangelho e, por este motivo, não tem poder para salvar todo aquele que crê (Rm 1:16).
Perceba como nossas mensagens chamadas “evangelísticas “ não enfatizam em nada o arrependimento, mesmo eu tendo demonstrado que isso é fundamental para o ser humano não regenerado. Dentro da igreja a mensagem é que você pode ter a mesma mentalidade que tinha antes, mas crendo que existe um Deus que pode resolver todos os seus problemas, sanar suas dívidas, curar sua família e dar uma vida boa para você. Uma mensagem totalmente enraízada neste mundo, nesta vida terrena, totalmente aquém da eternidade. É lógico que o ser humano orgulhoso e egoísta vai querer aceitar esse falso evangelho. Quem não aceitaria um Jesus “legal prá caramba”, que promete fazer minha vida mais feliz e ainda conceder tudo aquilo que eu sempre quis e desejei?
Mas quando eu leio versículos como “aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”(João 3:36) eu sou obrigado a discordar de um Jesus que se alegra tanto assim em abençoar as pessoas. Lucas 20:9-18, assim como João 3:36, mostra um Deus completamente irado com a humanidade. Veja que em João é dito que aquele que não crê no Filho a ira de Deus sobre ele PERMANECE. Isso quer dizer que desde o momento em que você nasce Deus já está irado contigo e esta irá permanecerá a menos que você creia no Filho dEle. Lucas mostra que este Filho é o mesmo que foi morto mesmo depois que Deus enviou servos e mais servos para revelar a Sua vontade ao povo. Mas os homens espancaram esses servos. Até que Deus envia o próprio Filho, mas Ele é espancado até a morte pelos lavradores da vinha. E a passagem concluí-se da seguinte maneira: “Qualquer que cair sobre aquela pedra ficará em pedaços, e aquele sobre quem ela cair será feito em pó” (vs. 18). Vendo trechos assim você realmente consegue acreditar que Deus quer abençoar a todos? Você realmente acha que é esse tipo de mensagem que deve ser pregada e anunciada em nossos púlpitos? De maneira nenhuma! Deus está irado com a humanidade. A única coisa que mantem o braço do Senhor recolhido para não fulminar os povos é a misericórdia dEle. Portanto a única mensagem que deve ser pregada as pessoas é o arrependimento: “Deus está irado contigo, portanto arrependa-se”.
A tentativa de tornar o evangelho mais aceitável ao homem é tão estúpida quanto herética. A Bíblia claramente diz que o homem, no estado natural dele, está completamente cegado pelo deus deste mundo; tendo inclinação para a carne ele é um completo inimigo de Deus e não é sujeito a lei dEle e nem pode ser (Rm 8:7). I Co 2:14 diz que para o homem natural as coisas espirituais são loucura. Tentar apresentar o escandalo da cruz (Gl 5:11) como algo agradavél é uma negação ao evangelho. Nos preocupamos tanto em pregar um evangelho mais aceitável ao homem que acabamos por esquecer que a não aceitação do Evangelho pelas pessoas também faz parte do Evangelho. Uns crerão, outros não, mas a mensagem deve ser pregada na íntegra.
A consequência da negligência de doutrinas tão importantes das Escrituras (como arrependimento, total depravação, juízo eterno, ira de Deus, fé, ressurreição, etc.) é uma Igreja manca, inoperante e que nada pode fazer pelo mundo. Se as pessoas não ouvem que realmente são pecadoras e que são dignas de juízo eterno elas não verão necessidade de se arrependerem. Se não existe necessidade de arrependimento então não preciso ter fé que Jesus traz justificação para mim, uma vez que eu não tenho porquê ser justificado. E se a fé em Cristo é condição para a salvação logo as pessoas estão perecendo. Consegue ver a dimensão do problema?
Outra coisa que deve ser ressaltada: a falta da mensagem sobre arrependimento nos nossos púlpitos faz com que a Igreja se conforme com o mundo e ande de mão dada com ele. Paulo, em Romanos 12:2, diz que nós não deveriamos nos conformar com este mundo mas deveriamos ser transformados pela renovação das nossas mentes, para que assim possamos experimentar por completo a vontade de Deus. Lembre-se que arrependimento quer dizer mudança de mente. Logo o arrependimento traz essa renovação que faz com que sejamos transformados, que faz com que não andemos segundo os costumes do mundo e que experimentemos verdadeiramente a vontade de Deus. Mas o que temos visto é uma igreja que deseja as mesmas coisas que o mundo deseja: poder, riquezas, bens, saúde, etc. Ou seja, uma igreja com o coração focado apenas nas riquezas passageiras deste mundo, uma igreja que não deposita a sua confiança na eternidade, que prega sobre viver eternamente mas os seus atos falam muito mais alto que os seus lábios e a mensagem de ambos se opõem. Se realmente cressemos que esta vida é passageira e com tempo infinitamente menor se comparado a eternidade então não nos preocupariamos com coisas tão fúteis e banais (Cl 3:1-3).
Portanto paremos de arranjar desculpas para não pregarmos o verdadeiro evangelho, porque somente ele é poder de Deus para salvar todo aquele que crê, quer seja judeu, quer seja grego. (Rm 1:16)
Autor: Cláudio Neto
(Estudo ministrado na Igreja Agnus - Vila Carvalho - Sorocaba)
"mas, como está escrito: nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam." (1 Coríntios 2:9)
"Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera." (Isaías 64:4)
Um dos versículos mais populares da Bíblia, citado até mesmo em canções é 1 Coríntios 2:9. Pregadores da Teologia da Prosperidade encorajam seus ouvintes a sonharem com coisas que eles jamais sonharam...porque é isso o que Deus preparou para aqueles que o amam...e, nessa visão, pode ser desde um BMW até uma mansão na Riviera Francesa. Outros pregadores, mais tradicionais, usam o versículo acima para se referir ao céu e às bênçãos pós-morte. O texto, dizem, nos mostra que não sabemos que tipo de bênçãos receberemos no céu.
Porém, será que é isso mesmo o que 1 Coríntios 2:9, citando Isaías 64:4, quer dizer? Bom, uma regra simples da interpretação bíblica nos diz que devemos ler o texto dentro do contexto. Em outras palavras, devemos, no mínimo, ler o versículo dentro de uma unidade textual maior que faça sentido: a perícope. E, vendo o contexto, o que descobrimos?
1) Já sabemos aquilo que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Ahn, como...mas o texto não diz que nós não sabemos o que Deus preparou...que nem olhos viram e nem ouvidos ouviram? Sim...isso é o que diz 1 Co 2:9. Mas, você já leu o versículo 10?
"Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus."
Ou seja, por meio do Espírito Santo, sabemos que tipo de coisas "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram". Isso não está oculto, foi revelado. Mais precisamente na Bíblia, que é a Palavra de Deus.
Claro que isso não significa que saibamos de todos os detalhes. Por exemplo, não sabemos exatamente como será a vida em novos céus e na nova terra...mas temos o quadro geral.
2) 1 Coríntios 2:9 refere-se ao Evangelho, à salvação de Cristo na cruz. Agora que lemos 1 Coríntios 2:10, é hora de ler 1 Coríntios 2:1-8:
"Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus. Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória."
O que Paulo está dizendo? Ele contrasta dois tipos de sabedoria. A deste século e a dos poderosos desta época acabou crucificando a Jesus. Paulo não ostentou esse tipo de sabedoria quando pregou o Evangelho...e ela não deve ser a base da fé da Igreja. A fé deve se basear no poder de Deus...em Jesus Cristo e neste crucificado. O Cristo crucificado é a pregação paulina, é a sabedoria de Deus em mistério, preordenada desde a eternidade, para a glória dos eleitos, mas que estava oculta. Veja bem...estava...outrora oculta. Mas, agora, ela foi revelada pelo Espírito.
Que Paulo fala do Evangelho, fica mais claro quando lemos o contexto remoto, o que está escrito em outros textos, como Efésios 3:8-9:
"A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas..." (Efésios 3:8-9)
Portanto, agora, quando você cantar, pregar ou falar sobre aquilo que "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram", você saberá como entender corretamente o ensino de 1 Coríntios 2:9.
Autor: Helder Nozima
Fonte: Reforma e Carisma
Via: Cinco Solas
Um irmão ex-pentecostal me enviou um conjunto de notas hermenêuticas sobre o falar em línguas, as quais deveriam ser "ser seriamente enfrentadas, aceitas ou então respondidas". Com algumas notas concordo, de outras discordo pelo menos parcialmente, e por isso comento aqui.
1. Não deseje ou procure falar em línguas. (I Coríntios 12:31,28)
O irmão foi além do que o apóstolo escreveu, ao usar o imperativo "não deseje ou procure". Ele diz "procurai com zelo os melhores dons" mas não diz ser errado desejar ou buscar o dom de línguas. Logo adiante ele diz "e eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis". Além disso, o verso 28, referenciado por você diz "a uns pôs Deus na igreja... variedades de línguas", logo se é de Deus por que não desejar e procurar?
2. Línguas não tem valor algum se você não tem o verdadeiro amor. (I Coríntios 13:1)
Amém. Mas o mesmo pode ser dito do dom de profecia, do conhecimento pleno de mistérios e de todas as ciências, da fé que transporta montanhas, da doação de bens aos pobres, do sacrifício da própria vida e de tantas outras coisas que Paulo não mencionou mas que também não tem valor algum sem o verdadeiro amor (1Co 13.1-3).
3. As línguas verdadeiras não causarão divisões na Igreja, mas melhor estabelecerão a unidade. (I Coríntios 12:25)... Não haverá nenhuma confusão causada pelas línguas, mas resultará sempre em paz. (I Coríntios 14:33)... Todas as coisas, inclusive, línguas, são para ser praticadas decentemente e com ordem. (I Coríntios 14:40)
Amém, amém e amém.
4. Nem todo o salvo será capaz de falar em línguas. (I Coríntios 12:30,10,11)
Amém. O mesmo vale para os demais dons e ministérios.
5. Línguas são as menos valiosas e minimamente menos importantes de todos os dons (I Coríntios 12:28,30), e portanto não devem usurpar os dons mais importantes do Espírito Santo.
Concordo que relativamente aos outros dons, línguas tem importância reduzida, mas não é tão insignificante como o irmão tenta fazer parecer, pois Paulo não permitiu que fossem proibidas e queria que todos falassem línguas e ele mesmo disse falar em outras línguas.
6. Cinco palavras faladas com compreensão são mais importantes do que 10.000 palavras em uma língua desconhecida (I Coríntios 14:19), e, portanto, línguas não servirão para o ensino nem para a pregação.
Faltou o irmão mencionar que quem fala em línguas pode também receber o dom de interpretação ou outro pode interpretar, o que na prática equipara línguas ao dom de profecia (1Co 14.13, 28). Nesse caso toda igreja é edificada.
7. Línguas não são para ser utilizadas a menos que elas edificam os outros. (I Coríntios 14:26,23)
Línguas podem ser utilizadas, não para se dirigir à igreja, mas para orar a Deus, caso em que o espírito é edificado, embora a mente fique sem entendimento. Por isso Paulo diz "orarei em espírito, mas também orarei com entendimento" (1Co 14.14-15; 28)
8. Quando for para falar línguas, as verdadeiras, devem ser ao menos dois, mas não mais do que três verdadeiros falantes. (I Coríntios 14:27)
Onde diz que deve ser "ao menos dois"? Paulo está tratando de impor limites para que haja ordem no culto, que está falando de excessos e não de "pelo menos" fica claro na expressão "e por sua vez", no mesmo versículo. Penso que o irmão, no afã de diminuir o dom de línguas, está indo além do texto bíblico, e nisso faz má hermenêutica. Outro detalhe nesse versículo é que Paulo se refere a línguas para se dirigir à assembléia (note a exigência de intérprete e veja o verso seguinte) e nesse caso a regra é a mesma dos profetas: falar dois ou três, um após o outro e não no mínimo dois e no máximo três.
9. Esses dois ou três devem falar cada qual em sua vez, não podem falar as línguas verdadeiras dois ou mais simultaneamente. (I Coríntios 14:27)
Creio ser mais correto dizer que não podem dirigir-se à igreja em línguas simultaneamente e sem intérprete. Vide resposta no item anterior.
10. Tem que ter somente um intérprete - não mais, nem menos que um. (I Coríntios 14:27)
Novamente, de onde o irmão deduziu que tem que ser um, "não mais nem menos que um"? Paulo apenas diz "e haja quem interprete" (ARA), "e haja intérprete" (ARC). Paulo diz para quem tem o dom de línguas, e vários o tinham em Corínto, orar para poder interpretar. Será que apenas um deles poderia receber o dom de interprretar? Mas se o irmão estiver dizendo que seria um, "não mais nem menos que um" por vez, então é a mesma questão de ordem, dos que falam línguas e dos que profetizam, que também o façam cada um por sua vez.
11. Se não há intérprete, não há falante. (I Coríntios 14:28)
Não há falante dirigindo-se à assembléia, mas pode haver falante falando consigo mesmo e com Deus (1Co 14.13-15, 28)
12. Mulheres não são permitidas falar em línguas ou interpreta-las. (I Coríntios 14:34)
As palavras "eu quero que todos vós faleis línguas estranhas" e "porque todos podereis profetizar" foram ditas apenas aos homens? E o que dizer de "Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada." (1Co 11.5). Se as mulheres podem profetizar, um dom mais importante que línguas, porque não podem falar em línguas? Se para profetizar é preciso falar e as mulheres profetizam, porque aplicar o "estejam caladas" apenas às línguas e intepretação?
Autor: Clóvis
Fonte: Cinco Solas
De modo geral, a palavra é o elemento fundamental da comunicação. É um signo universal que engloba conceitos, ideias e tudo o que é necessário até mesmo para o pensamento, que é um estágio anterior e pré-requisito à comunicação. Assim, podemos localizar dois momentos bem distintos da palavra: pensamento e linguagem.
A palavra enquanto pensamento faz parte integrante da pessoa. Pode, talvez, até ser considerada sua essência, pois ali residem todas as elaborações, a interação entre razão e emoção na qual todas as coisas são planejadas quer venham a transformar-se em ações, quer não. Diz respeito à intimidade, àquilo que se processa no interior da pessoa.
Posteriormente, parte de tudo o que se passou no pensamento será exposta num outro estágio que denominamos linguagem. É a exteriorização da palavra, que pode ser expressa pela fala, por gestos, pela escrita, etc. É a mesma palavra em várias formas assim como a água pode apresentar-se em estados diferentes, como sólido, líquido e gasoso, sem mudar sua essência.
Obviamente, a quantidade de palavras nos pensamentos é muito maior do que a que se transforma em linguagem, pois, ao comunicar-se, a pessoa escolhe as palavras para determinada finalidade objetiva e omite aquelas que julga desnecessárias ou inconvenientes às suas intenções. Embora a comunicação por meio de palavras seja insuficiente para conhecer uma pessoa, ainda assim podemos considerar que constitui o principal ponto de partida para tal conhecimento, pois as palavras têm origem no interior de cada um. Não é por acaso que, muitas vezes, enquanto ouvimos alguém, surgem dúvidas em nosso interior tais como: “O que ele quer dizer com isso?” ou “Aonde ele quer chegar?”. Paralelamente, tentamos usar as palavras que chegam a nós por meio da fala, das expressões ou da escrita para espiar o interior de nosso interlocutor, aproveitando as frestas abertas por sua comunicação. Ou seja, ouvimos a linguagem, mas, ao mesmo tempo, fazemos um esforço para desvelar o pensamento.
Isso acontece porque sabemos que pode não haver uma total correspondência entre o pensamento e a linguagem de cada pessoa. As pessoas mudam no transcorrer do tempo, quer pelo desenvolvimento natural em direção à maturidade, quer por mudanças de opinião como de quem experimenta uma genuína conversão de vida, quer porque sua linguagem também está a serviço de intenções veladas. Concluímos, então, que somente a linguagem não basta para realmente conhecermos a pessoa; é imprescindível que conheçamos também seus pensamentos.
Podemos aplicar esse mesmo raciocínio a Deus desde que guardemos algumas diferenças. Em primeiro lugar, Deus não muda, pois não está sujeito a qualquer desenvolvimento. Ele sempre é; portanto, sua palavra também é imutável. Em segundo lugar, Deus não mente; consequentemente, não falseia entre o pensamento e a linguagem. Sendo assim, ao contrário do homem, há perfeita coerência entre o que Deus pensa e o que fala.
Entretanto, há pontos na comunicação divina que guardam relação com a comunicação humana. A limitação da linguagem é uma delas. João escreveu que, por falta de espaço no mundo, não daria para escrever tudo o que Jesus ensinou e fez. Podemos imaginar o esforço para colocar em palavras suas visões apocalípticas ou a espiritualidade que perpassava no coração. Na Bíblia, encontramos, muitas vezes, os autores recorrendo a expressões que mostram a limitação das palavras. Por exemplo, João traduz o tamanho do amor de Deus por “de tal maneira” (Jo 3.16), enquanto Paulo tenta expressá-lo dizendo que precisamos compreendê-lo em toda a sua “largura, comprimento, altura e profundidade” embora exceda “todo entendimento” (Ef 3.17-19). Depois, Paulo ainda afirma que Deus faz “tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Ef 3.20) e, por fim, para “jogar a tolha”, ele se refere ao que ouviu quando foi arrebatado como “palavras inefáveis” (indescritíveis por palavras humanas), “as quais não é licito ao homem referir” (2 Co 12.4). Evidentemente, quando relacionamos Comunhão com a Palavra de Deus, estamos referindo-nos ao âmbito da Palavra enquanto pensamento e não somente como linguagem.
Percebemos, então, que João e Paulo estavam no pensamento de Deus quanto à Palavra, embora tivessem de transmiti-lo sob a limitação da linguagem. Assim, também, podemos entender quando a Escritura diz que Moisés conhecia os caminhos do Senhor enquanto o povo só via seus feitos (Sl 103.7). Moisés, como legislador, mais do que a letra, conhecia também o espírito da lei. Da mesma forma, Davi – um homem segundo o coração de Deus –, em cuja boca foram antecipados até palavras, situações e sentimentos que Jesus viria expressar em sua encarnação. Enquanto Moisés se destacava pela razão, como legislador, entrando em detalhes da mais acurada engenharia, Davi notabilizou-se pela emoção do coração, transformando em arte (como poesia, dança, música e outras) aquilo que pulsava no coração de Deus.
Esses autores bíblicos não tinham a consciência da importância do que escreviam ou de como seria preservado para as futuras gerações. Tampouco Paulo e João sabiam que estavam escrevendo a Bíblia; tanto eles quanto os destinatários imediatos das missivas julgavam ser apenas cartas pessoais. Porém, acima de tudo, esses textos reproduziam em linguagem a palavra que procedia diretamente do pensamento de Deus. Isso era o que, de fato, tornava-os importantes.
Deus tem meios multiformes para se comunicar com o homem, e a Bíblia é um deles. Seja qual for o meio, a linguagem sempre será insuficiente para uma compreensão plena. Por isso, é necessário conhecer também o pensamento de Deus no qual se origina a linguagem.
No embate com Jesus durante a tentação no deserto, Satanás apoderou-se da linguagem para tentar induzir Jesus ao pecado, afirmando a cada proposta: “pois está escrito”. Mas enquanto ele se atinha ao raso da linguagem, Jesus ancorou-se no profundo pensamento, fonte da palavra, e advertiu-lhe que têm valor para a vida as palavras que procedem da boca de Deus: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4.4). Um pouco depois, fulminou-o com sua exclusividade ao Pai: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4.10).
Portanto, não basta apenas linguagem, pois esta pode ser distorcida segundo as intenções de quem a está usando. A procedência também tem de ser original e autêntica. A água só pode ser considerada viva enquanto está em contato direto com sua fonte. A partir do momento em que é engarrafada, começa a contar seu prazo de validade e está sujeita a alterações.
A Bíblia não deve ser usada como um amuleto cristão, pois, como objeto, não tem nenhum poder divino em si. As palavras ali impressas somente terão efeito ao reagir com um coração que as receber como palavra de Deus. Isso só é possível mediante a ação do Espírito Santo que as escreveu conhecendo o pensamento de Deus e que, agora, é poderoso para revelá-las ao leitor. É ele que faz a conexão entre linguagem e pensamento, autenticando a fonte da palavra, a boca de Deus.
Pode parecer paradoxal, mas é possível alguém ler a Bíblia e aumentar ainda mais seus pecados se a ler com intenções erradas, como tentar tirar proveito para si, com fins estranhos àquilo que a própria Bíblia ensina. Há quem leia a Bíblia, especialmente os livros proféticos, como Daniel e Apocalipse, para fazer correlações com os escritos de Nostradamus e outros autores esotéricos, nivelando todos como ferramentas para tentar adivinhar o futuro e fazer prognósticos. Restringir a Palavra de Deus apenas à linguagem pode conduzir-nos a erros, principalmente se a interpretarmos segundo intenções pessoais.
Jesus é a Palavra de Deus de acordo com o evangelho de João. Porém, Jesus não era apenas a linguagem de Deus; era também seu próprio pensamento, a exata expressão de seu ser. Jesus, como homem, foi a linguagem encarnada do pensamento do Pai. Como o Pai pensava, Jesus agia. Essa foi sua missão. Depois de sua ascensão, enviou o Espírito Santo para guiar-nos a toda a verdade, dando continuidade, assim, a seu ministério junto aos homens. Sendo este, agora, um ministério coletivo, é imprescindível a comunhão como a temos conceituado ao longo desta série, ou seja, um ambiente de inter-relacionamento no qual não prevalece a vontade das pessoas, seja a de alguém mais expressivo, seja a média ou a soma de todas as opiniões, e, sim, o resultado do esvaziamento completo de todos em favor da direção exclusiva da vontade de Deus.
Para se viver nesse ambiente, é imperioso que cada um se disponha a encontrar o pensamento de Deus e não se limitar apenas à linguagem da Palavra de Deus que é insuficiente até para prover a comunhão.
O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós igualmente mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo (1 Jo 1.1-3).
Se desejamos experimentar a verdadeira comunhão, não podemos contentar-nos com o raso da linguagem bíblica; é preciso, por intermédio do Espírito Santo, associá-la diretamente à fonte de seu pensamento. Por outro lado, a vida em comunhão permite um ambiente para a manifestação da Palavra, vinda do profundo de seu pensamento. Essa reciprocidade cria um ciclo continuo de fortalecimento da prevalência diretiva da vontade de Deus.
Autor: Pedro Arruda
Fonte: Revista Impacto
(recomendação do meu amigo e irmão Carlos Simioni)
Não temos outro ponto de sustentação para nossa fé senão a Palavra de Deus. Escrita por profetas e apóstolos inspirados pelo Espírito Santo ela é o alicerce palpável e visível do que cremos. Uma única verdade manifesta na doutrina neotestamentária.
Quando o Senhor me levou a conhecer a doutrina da graça também ensinou-me a provar a palavra pregada:
Agrada ao homem caído? Então desagrada a Deus.
Isso não serve para qualquer um. Não é aceitável aos arminianos, aos pregadores da teologia relacional ou liberais. É compreensível apenas aqueles que foram convencidos pela doutrina da graça, o verdadeiro evangelho de nosso Senhor.
Veja. Não estou em hipótese alguma afirmando que a palavra quando pregada deve ser amarga ou preparada com tamanho desgosto que torne impossível ao homem natural ouvi-la. Também não afirmo que ela deve ser melada com doce mundano para que possa ser devorada por pessoas carnais. Estou dizendo que a Palavra verdadeira, uma lúcida exposição da doutrina, não importando a maneira que ela chegue ao ouvido da mente caída, sem interferência do Espírito Santo será sempre rejeitada pois essa é a natureza do homem.
A verdade implicita na pregação pós-moderna é de que para que o homem carnal aceite a palavra de Deus necessário é que ela seja parcial. Necessário é que seja comprometida, não com Deus, mas com o homem. O papel de Deus é de mero coadjuvante numa trama escrita por homens. Para escrever esta história algumas técnicas básicas para produção são empregadas.
1. PALAVRA DE DEUS COMO APOIO E NÃO FUNDAMENTO: a Palavra de Deus (Bíblia), o livro sagrado, torna-se uma coletânea de exemplos morais e experiências pessoais que servem como pano de fundo para novos enredos. Nesses novos enredos são produzidas histórias com algum "sentido" para o homem.
2. PREGAÇÃO COMPROMETIDA COM O HOMEM: as pregações tornam-se relevantes ao homem não naquilo que ele precisa, mas naquilo que ele quer. O homem precisa de Deus mas não deseja arrepender-se. Prega-se um Deus sem o arrependimento, um caminho fácil de se percorrer e um evangelho desfigurado. Enfim, procura-se agradar ao homem. Ele sai satisfeito, sem compromisso, não ofendido pelo evangelho e volta no próximo final de semana.
3. VERDADE RELATIVA: quando a Palavra de Deus é relativizada ela perde seu poder. Exposta parcialmente ela não tem poder de transformar o homem. Como subterfúgio cria-se uma vasta literatura de apoio que parece preencher as "lacunas" deixadas pela Palavra de Deus. Na verdade, são band-aids sobre um tórax aberto. A Palavra deixa de ser uma verdade para ser muitas verdades dependendo do ponto de vista do homem.
4. QUESTIONAMENTO E NEGAÇÃO DA VERDADE: costumo considerar esse erro como cortar o galho onde se está sentado. Semelhante a verdade parcial, é no entanto um passo adiante. Aqui não se encobre a doutrina para que ela não ofenda o homem, ela é sim deliberadamente expurgada para dar lugar a uma visão carnal da justiça e amor de Deus.
A Palavra que não confronta o homem lhe agrada. Ela entra em seu interior e não produz nada senão uma temporária sensação de satisfação. Ele se sente perdoado sem entender perdão. Sente-se amado quando na verdade teve apenas seu ego massageado. Iludido por uma sociedade que não lhe exige compromisso encontra nesse tipo de evangelho sua salvação. Ela não precisa ter uma aliança, ele não precisa dizer sim... ele apenas fica. Seu relacionamento é superficial. Ele nada tem a oferecer e não se importa de estar nessa situação. Sente-se bem. Isto basta.
Igrejas estão apinhadas de pessoas assim. Mentes carnais que encontraram na igreja um clube social. Elas não são confrontadas à mudança, a palavra que lhes chega aos ouvidos é insípida. Trata de assuntos tão triviais quanto qualquer programa de tv à cabo. São sempre os mesmos versículos distorcidos e tirados do seu contexto. São sempre as mesmas músicas antropocêntricas. São sempre os mesmos apelos para uma salvação temporária e para um perdão com prazo de validade.
Pregadores estão literalmente minando o único alicerce do Evangelho. Ao tornar a Palavra de Deus um livro que apenas pode ser "traduzido" por homens habéis em inventar histórias destróem a própria fé. Cortam o galho onde estão sentados.
Autor: Daniel Clós Cesar
Fonte: Blog do autor
Via: Bereianos
A palavra “sinagoga” vem do grego sinɐ'gɔgɐ e significa “assembléia”. Com o passar do tempo, assim como a palavra “igreja”, “assembléia” também passou a significar o próprio edifício ou construção onde a assembléia se reunia.
Apesar das assembléias para o ensino e instrução da Lei existirem desde muito tempo atrás, como, por exemplo, “as casas dos profetas” (I Sm 10:11; 19:20-24; II Rs 4:1) ou os lugares onde eram realizadas as reuniões dos anciãos de Israel na época dos cativeiros (Ez 8:1; 14:1; 20:1), as primeiras evidências das sinagogas como instituições datam mais ou menos do século 3 a.C., período inter-testamentário (entre o Antigo e o Novo Testamento) que corresponde aos 400 anos onde a voz profética estava silenciada e a Palavra inspirada do Antigo Concerto estava calada.
Mas por qual motivo as sinagogas começaram a existir como instituições? Por volta do ano 950 a.C., o reino de Israel foi dividido em dois: Israel (norte) e Judá (sul) (I Rs 12). Mais ou menos em 722 a.C. o reino do norte foi devastado pelos Assírios (II Rs 17:6-41) e, dois séculos mais tarde, Judá, o reino do sul, foi conquistado pelos babilônicos (II Rs 25:8-26). Foi justamente nesta época em que o Templo de Salomão, que era usado pelos judeus para as celebrações das festas e para os diversos sacrifícios do povo judeu, foi destruído (II Cr 36:19). Com o cativeiro babilônico e a inexistência do Templo o povo judeu se viu incapaz de adorar a Deus da maneira como eles foram ensinados pelos seus antepassados. Nem mesmo era possível celebrar as três principais festas ao Senhor (Páscoa, Pentecostes/Primícias e Tabernáculos), uma vez que o povo, três vezes ao ano, se juntava no Templo para essas celebrações. Os babilônicos, além de destruírem o Templo, espalharam os exilados em comunidades por todo o Império. Sem o Templo, a saída encontrada pelos judeus foi improvisar reuniões periódicas com a intenção de reunir o povo para orar, revisar a lei e discutir seus problemas comunitários. Essas reuniões ocorriam no Shabat e nos dias festivos, criando assim um modelo de organização para que a comunidade judaica pudesse se reunir em assembléias, ou seja, sinagogas. Portanto as sinagogas foram criadas antes de Cristo com o propósito de substituir, de maneira incompleta, o Templo quando este não existia.
Em 539 a.C. o rei Ciro, da Pérsia, apodera-se da Babilônia e, segundo a descrição bíblica, ordena o repatriamento dos judeus e a reconstrução do antigo Templo de Salomão (Ed 1: 1-4). Contudo, mesmo com a reconstrução do Templo nos tempos de Esdras e Neemias e o retorno dos judeus para Jerusalém, as sinagogas continuaram a existir e, além disso, continuaram a ser construídas (segundo o Talmude, o texto central para o judaísmo rabínico, durante a época da existência do segundo templo cerca de 394 sinagogas eram usadas por toda Jerusalém).
Mas se as sinagogas foram criadas para substituir o Templo quando este não existia por qual motivo elas continuaram a existir depois da reconstrução do mesmo? Talvez eu não tenha a resposta correta para esta pergunta, mas creio que os judeus acabaram se acostumando com a praticidade das sinagogas. Nelas era mais fácil reunir as pessoas para oração, para estudar a Lei, para criar discussões políticas e econômicas, etc. Elas acabaram sendo usadas como um auxílio ao Templo quando este ainda existia. As festas e os sacrifícios ainda eram celebrados no Templo, enquanto as sinagogas eram usadas mais para capacitar o povo judeu e dar ensinamento da lei, sendo também mais freqüentes as reuniões nas sinagogas do que no Templo.
As sinagogas se tornaram realmente importantes e primordiais para o judaísmo após o ano 70 d.C, quando o general e futuro imperador romano Titus Flávio destruiu quase que por completo o segundo Templo. A única parte restante dele permanece de pé até os dias de hoje e é conhecido como Muro das Lamentações. Desta maneira as sinagogas se tornaram o principal e único lugar de encontro da comunidade judaica.
Você, leitor, deve estar se perguntando qual o propósito desta breve e modesta aulinha de história, visto que quem vos escreve é cristão e não judeu hehehe. Pois bem. Antes de trazer as coisas para o nosso contexto é necessário que nós saibamos algumas das atividades que eram desenvolvidas nas sinagogas e, para isso, usarei a bíblia como referência. Vamos ver algumas coisas que as sinagogas tinham:
“E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo...” (Mt 5:22). Havia liderança.
“... entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías...” (Lc 4:16-17). Havia leitura das Escrituras e dias especiais para isso.
“... entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se; e, depois da lição da lei e dos profetas, lhes mandaram dizer os principais da sinagoga: homens irmãos, se tendes alguma palavra de consolação para o povo, falai...” (At 13:14-15). Eram dadas oportunidades para as pessoas falarem e/ou testemunharem.
“... Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas...” (At 15:21). Existia(m) pregadores/pregação.
“...Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas...” (Mt 6:2). Eram recolhidas esmolas.
“...Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus...”(Mt 23:2). Cadeiras especiais para os líderes.
“Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.” (Mt 23:8). Não havia apenas liderança mas também títulos e cargos.
“Guardai-vos dos escribas, que querem andar com vestes compridas; e amam as saudações nas praças, e as principais cadeiras nas sinagogas, e os primeiros lugares nos banquetes” (Lc 20:46). Existiam as vestes especiais para os líderes. Estes amavam os cumprimentos, gostavam do destaque, etc.
“E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas...” (At 9:2). Existiam cartas de transferência.
“os judeus tinham resolvido que, se alguém confessasse ser ele o Cristo, fosse expulso da sinagoga.” (Jo 9:22). Havia segregação. Caso alguém não seguisse as regras das sinagogas ou dos seus líderes era expulso da reunião.
“E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos libertinos, e dos cireneus e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estevão” (At 6:9). Havia denominações diferentes.
Apesar de existirem várias outras referências bíblicas que mostram quais eram as atividades praticadas nas sinagogas creio que as referências que foram citadas acima são mais do que suficientes para tirarmos algumas conclusões interessantes. Você achou familiares as atividades que eram praticadas nas sinagogas? Já viu essas práticas em algum lugar? Eu tenho quase certeza que você viu coisas semelhantes a essas no último domingo, correto? Lembrou? É, meu amigo (a). Não estranhe, mas você com certeza encontrará essas características na “igreja” mais próxima da sua casa.
O modelo que conhecemos hoje como “igreja” nada mais é do que uma cópia (com algumas pequenas mudanças) das antigas sinagogas dos judeus. Tudo nas nossas igrejas se assemelha às sinagogas! A liturgia, a forma de ensino, os líderes, o sistema “púlpito-povo”, alguém bem vestido lá na frente, enfim, não há muitas novidades. Perceba que não foi Jesus nem os discípulos que criaram o modelo de reunião que nós temos hoje. Quantas vezes na minha vida eu ouvi que o modelo das igrejas de hoje foi definido pelos discípulos, mesmo eu nunca tendo encontrado uma única referência bíblica que confirmasse este fato. Quão grande foi o meu assombro quando ouvi que este modelo de igreja cristã já existia antes mesmo de Cristo vir a esse mundo. Quem diria, não é mesmo? Quando eu soube que as igrejas de hoje não têm nada a ver com Cristo ou com os discípulos um pensamento quase que instantâneo veio a minha mente: “nunca mais piso numa denominação de novo”. Sei que parece bem radical, mas a sensação de estar sendo enganado por tanto tempo não foi nada agradável. Contudo, meu amado, se algo semelhante passou pela sua cabeça eu realmente recomendo que você continue a leitura deste artigo e, quando chegar ao final dele, que você possa raciocinar um pouco melhor sobre este fato.
Na introdução dos Atos dos Apóstolos, Lucas começa o livro dizendo: “Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo o que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar” (At 1:1). Perceba que Jesus não apenas ensinava aos seus discípulos o que eles deveriam fazer. Ele fazia o que ensinava. As suas ações eram ensinamentos para os discípulos. Jesus não ensinava nada que Ele mesmo não fizesse. Ele era o perfeito Mestre. Se Ele dissesse aos discípulos para amarem os seus inimigos é porque Ele fazia o mesmo. Se ensinava a perdoar os que os ofendessem era porque Ele também perdoava os seus ofensores. A intenção de Jesus era que os seus discípulos fossem em tudo semelhantes a Ele. O homem prudente não é aquele que ouve e decora os ensinos do mestre, mas sim aquele que “escuta estas palavras e as pratica (Mt 7:24)”. Lucas mostra que o “fazer” era algo da natureza de Cristo, mas que Ele não se limitava apenas a isso. Com suas ações ele também oferecia ensinamentos para as pessoas. Sendo assim, o que Jesus ensinou sobre as sinagogas “fazendo”?
A primeira coisa que podemos notar no comportamento de Jesus com relação às sinagogas é que Ele, antes da crucificação, não deixou de freqüentá-las, salvo às vezes em que foi expulso delas pelos religiosos (Lc 4:28-29). Ele não apenas as freqüentava como também levava os seus discípulos junto com Ele (Mt 10:6, 16-17; Mt 23:34). Comparecia tanto nas sinagogas (já era um costume para Ele, ver Lc 4:16) que era louvado pelas pessoas e tinha fama dentro delas (Lc 4:14-15).
Quais eram as atividades que Jesus realizava nas sinagogas? Expulsava demônios (Lc 4:33-35), pregava (Lc 4:44), curava enfermos (Mc 3:1,5), ensinava em todas as sinagogas o evangelho do Reino (Mt 4:23), etc. Jesus viveu cerca de 30 anos dentro do sistema das sinagogas. Ele não tinha uma visão sectária e, por este motivo, não deixou de se envolver com elas e muito menos incentivou as pessoas a deixarem-nas.
Hoje em dia por muito menos paramos de freqüentar uma igreja. Damos todos os tipos de desculpas possíveis para isso: eu não agüento esses crentes cegos, não suporto os líderes, preciso de pregações mais impactantes, bando de povo avarento e egoísta, raça de víboras, etc. Mas você acha que nos tempos de Jesus as coisas eram mais fáceis? Lembre-se que naquela época o Espírito Santo não tinha sido derramado sobre toda a carne. Imagine quão duros eram os corações das pessoas que conviviam com Jesus dentro das sinagogas. Não precisamos ir muito longe para imaginarmos. Basta lembrarmos o comportamento dos Seus discípulos. Qualquer bobeira já tinha um querendo descer fogo dos céus (Lc 9:54), outro que desejava ser o maior no Reino (Mt 18:1), um que queria uma cadeira de honra ao lado de Jesus na glória (Mc 10:35-37), outro que cortou sem dó a orelha de um soldado (Lc 22:50), outros discutiam entre si qual entre eles era o maior (Mc 9:34), enfim... Se os discípulos eram tão cabeças duras assim, quanto mais o povo, os religiosos e os líderes das sinagogas que não conviviam diariamente com o Mestre. Mas, apesar de tudo isto, Jesus ainda os suportava e nos ensinou a fazer o mesmo. Se nos achamos tão melhores e mais espirituais que os freqüentadores das sinagogas, mais ainda deveríamos suportar uns aos outros. Se não suportamos a religiosidade das pessoas então nós não somos tão espirituais como imaginamos, uma vez que Paulo deixa claro em Romanos 14 que os mais fortes devem suportar os mais fracos.
Precisamos ter em nossas mentes que Jesus não deu as costas para as coisas que aconteciam nas sinagogas. Ao contrário, a intenção do ensino dEle muitas vezes era de mostrar às pessoas que elas deveriam fazer coisas que iam além da religiosidade ensinada pelos líderes. Se nós lermos a doutrina de Cristo, que está em Mateus 5, 6 e 7, logo notaremos isso. Em Mt 5:20 Jesus diz que “se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”. Se a lei dizia que era proibido matar, Jesus dizia que qualquer um que se encolerizasse contra o seu irmão já seria réu de juízo (vs. 21-22). Se dizia que não era para cometer adultério, Jesus ensinava que qualquer um que olhasse cobiçosamente para uma mulher já havia cometido adultério com ela (vs.27-28). Se, para o divórcio bastava uma carta de desquite, para Jesus separar-se de sua mulher por qualquer motivo era adultério, tanto dela quanto daquele que a deixasse. E Ele continua com as mesmas idéias no capítulo 6 e 7. Se eles oram em voz alta para chamar a atenção que você vá para o seu aposento e ore apenas para o Pai, pois Ele, que vê em secreto, te recompensará publicamente. Não jejue para ser visto. Não de esmolas para ganhar glória dos homens. Perdoe os seus inimigos. Não se importe com as riquezas deste mundo. Não seja hipócrita. Faça mais que os fariseu e escribas. Vá além da religiosidade das sinagogas. Vá além das ordenanças da lei. Vá além da liturgia que é ensinada.
Jesus viveu a Igreja dentro da igreja (sinagoga). Ele sabia que dentro delas era o melhor lugar para viver as verdades do Reino, onde o maior deve servir o menor. Enquanto dentro das sinagogas muitos querem aparecer e receber destaque, Jesus se preocupava em ser servo. E como é fácil ser servo em um lugar onde a gigantesca maioria quer ser “cabeça”. Serviço é o que não falta nas sinagogas, sem contar que é o melhor lugar para tratarmos do nosso caráter. As pedras dos rios são redondas de tanto tomarem pancadas uma das outras. Antes, elas são quadradas, pontiagudas e afiadas. Servir dentro das sinagogas é uma das maneiras que existem para sermos moldados e aprendermos a não ser tão afiados. Muitas vezes deixar de freqüentar a igreja é falta de amor e agradecimento de quem cuidou de você no início da sua caminhada cristã. Sabemos que eles não são perfeitos, mas de alguma forma Deus usou a vida deles no começo da nossa conversão e deveríamos ser gratos primeiramente a Deus e depois a eles (II Tm 3:14 – “sabendo de quem o tens aprendido”).
Diferente de muitos de nós que somos cristãos apenas uma vez por semana dentro das denominações que freqüentamos, Jesus não se limitou a viver a Igreja apenas entre às quatro paredes das sinagogas. A liturgia de Jesus excedia em muito a dos religiosos. Se os ensinamentos nas sinagogas aconteciam apenas de sábado, para Jesus não havia hora nem lugar fixos para dar alguma lição sobre o Reino. Se folhearmos os evangelhos veremos que Jesus pregou, curou enfermos, expulsou demônios, ensinou, corrigiu, etc., em vários lugares diferentes: no alpendre do Templo (Jo 10:23), na casa de Pedro (Lc 4:38), de Zaqueu (Lc 19:5), de Marta (Lc 10:38), do leproso (Mc 14:3), do fariseu Nicodemos (Jo 3), do oficial do rei (Jo 4), dentro de um barco (Mt 14), em cima do monte (Mt 5-7), durante a ceia (Mt 26:17-30), pelas ruas (Mc 9:34-35; Mc 10:46; Mc 8:27), enfim, todos os lugares eram apropriados para Jesus revelar a glória do Pai.
E, apesar de nós muitas vezes não levarmos a sério essas lições do Mestre, certeza que os discípulos agarraram com unhas e dentes esses ensinamentos. O livro dos Atos dos Apóstolos mostra que eles também viviam o Reino em qualquer lugar que eles estivessem, fosse no templo (2:46; 3:11; 5:12, 21, 25, 42), ou nas sinagogas (13:5, 14-15; 17:1-2, 10; 19:8), ou nas casas (2:46; 5:42; 8:3; 20:20), etc.
Nós precisamos achar um ponto de equilíbrio nesta história. De um lado temos pessoas que idolatram as igrejas e acreditam que Deus só se manifesta dentro delas, que o cristianismo é restrito às quatro paredes, que elas são lugares sagrados, etc. Perdi a conta de quantas vezes ouvi pregadores proibirem as pessoas de mascarem chicletes, entrarem de bermuda ou usarem boné dentro da igreja, dando a desculpa de que o lugar é a casa de Deus, merece reverência e é sagrado. Em Atos dos Apóstolos, tanto Estêvão quanto Paulo batem de frente contra este tipo de doutrina (7:48-50; 17:24). Acaso o Criador de todas as coisas visíveis e não visíveis necessita de construções feitas por homens? De maneira nenhuma! Tendo tantos lugares para usar como casa Ele resolve fazer de nós, criaturas formadas pelas Suas próprias mãos, habitação (I Co 3:16; 6:19). Diferente de outras religiões, o verdadeiro cristianismo bíblico mostra que não existe um lugar sagrado, um dia sagrado ou pessoas sagradas. Quando tivermos uma revelação real dessas coisas talvez nós não nos escandalizaremos tanto ao lermos coisas como "todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis" (Tt 1:15a). Contudo, do outro lado existem aqueles que simplesmente ignoram a existência da igreja e vivem para "meter o pau" nelas. Esquecem que dentro delas existem pessoas que necessitam (e muito) da revelação do verdadeiro evangelho, que é "o poder de Deus para salvar todo aquele que crê" (Rm 1:16). Penso que as pessoas que mais necessitam deste evangelho estão dentro das igrejas, pois a grande maioria dos que participam das reuniões são aqueles que vieram do mundo com a vida completamente destruída. E com que tipo de alimento espirítual elas estão sendo tratadas? Prefiro nem comentar... E como nós devemos lidar com esta situação? Basta seguirmos os exemplos do Mestre, o que incluí não deixarmos as sinagogas a menos que sejamos expulsos delas.
Portanto, amados, ao invés de nos preocuparmos em deixar ou não de freqüentar as igrejas, creio que nossa maior preocupação deve ser em como viver a Igreja do Senhor em qualquer lugar que nós estejamos. O conselho que eu deixo é o seguinte: se você está dentro da igreja tente viver lá da mesma maneira que Jesus viveu dentro das sinagogas. Cumpra as regras, siga a liturgia e seja exemplo dentro do lugar. Mas não se conforme com a religiosidade de lá. Vá além, faça mais, se disponha a servir e sempre que tiver chance pregue o verdadeiro evangelho do Reino, não apenas com palavras mas também com sua vida. Fora da igreja, continue vivendo a Igreja: tenha comunhão com Deus e com os irmãos, ame ao próximo, tenha compaixão das pessoas, viva o Reino e aproveite cada oportunidade que existir para glorificar a Deus com suas ações.
João termina o seu evangelho da seguinte maneira: “há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem” (Jo 21:25). Esse Jesus que tanto fez é o mesmo que, através do Espírito Santo, habita dentro de nós. Basta nós deixarmos a imagem dEle transparecer. Que o Deus de toda glória nos conceda graça para isto.
Cláudio Neto
Muitos são os questionamentos quando tratamos desse assunto à luz da Palavra de Deus, porque devido as falsas teorias muitas pessoas têm se sentido inseguras e receosas em associar o estudo dos dinossauros com a Bíblia, porém o fato de realizar-se tal estudo não implica de forma alguma em colocar a teoria evolucionista em acordo com a Bíblia.
Devemos ter em mente que os dinossauros, são ou foram animais que, em geral, diferem das outras espécies principalmente pela sua estatura elevada, lembrando ainda que existem alguns dinossauros pequenos, do tamanho aproximado de um coelho.
Devemos olhar para a Palavra de Deus com o coração quebrantado e então veremos o Deus Criador de todas as coisas revelar-se com poder e majestade. Começaremos, então, a ver a eterna soberania que possui o Deus que servimos.
Na biologia os dinossauros são classificados com répteis, sendo assim Gn 1: 24 – 25 declara:
“Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez.
Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança, tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.”
Contudo, muitas pessoas têm afirmado que a Bíblia não fala sobre dinossauros, pois tal palavra não encontra-se nas Sagradas Escrituras.
Essa questão é respondida quando estudamos a origem do termo dinossauro que só veio a ser inventado em 1841, pelo médico inglês Gideon Mantell, que encontrou ossos e dentes de um grande animal, que ele achou semelhante aos de uma iguana, denominando-o de Iguanodon (“dente de Iguana”). Posteriormente, dois enormes fósseis foram encontrados na Inglaterra, o de um Megalosaurus e o de um Hylaeosaurus. Apenas em 1841 receberam um nome para seu grupo.
Atualmente são catalogados cerca de 2000 espécies diferentes, divididas em 650 gêneros, e são descobertos em média 12 novas espécies por ano.
Apesar do termo “dinossauro’ só ser inventado em 1841, esse animal sempre existiu independente do nome que viesse a receber: monstro, dragão, criatura, dinossauro etc.
A versão inglesa da Bíblia – Rei James (Tiago) – KJV (King James Version) escrita em 1611 já falava a respeito dos grandes animais, que posteriormente viemos a chamar de dinossauros.
Partindo da certeza que os dinossauros fazem parte da criação de Deus, devemos deduzir que a Palavra de Deus – Bíblia – também deve relatar algo a respeito.
Os principais textos bíblicos que citam tais animais são:
- Jó 40 – 41
- Sl 74:13 – 17; 104:26
- Is 27:1
- Jó 40: 15 – 24
Devemos observar que Deus, ao falar com Jó, estava demonstrando seu infinito poder e majestade e para isso utilizou um exemplo que era bem familiar a Jó, para que ele pudesse ter um ponto de referência para compreender o que Deus estava falando.
v.15 – hipopótamo
A palavra aqui utilizada, no original (hebraico), é Behemoth e não hipopótamo.
Ao observarmos as características físicas desse animal concluiremos que se trata de outro ser que não o hipopótamo.
v.16 – 17
A descrição bíblica indica que o animal possuía uma cauda grande e potente, pois é comparada com o cedro – árvore alta forte e resistente. Se um hipopótamo, ou mesmo um elefante, possuísse uma cauda como é descrito no v.17 seriam bem diferentes do que conhecemos hoje.
v.20, 23
A declaração é que tal animal se alimentava em lugares altos, diferente do hipopótamo e do elefante.
Juntamente com o v.23 concluímos que se trata de um animal muito grande e pesado, pois não se alarma com enchentes, mesmo de um rio como o Jordão, com um considerável volume de águas.
Ao observarmos a descrição de tal animal, feita por Deus, destacamos ainda a afirmação feita pelo Senhor que assim como Ele criou a Jó (homem) também criou tal animal – Jó 40:15: “que eu criei contigo” e Jó 40:19: “Ele é obra-prima dos feitos de Deus”.
Algumas versões traduzem tal animal como hipopótamo, porém o hipopótamo não é encontrado na região geográfica que descreve esse acontecimento bíblico.
Segundo alguns pesquisadores esse animal é identificado, hoje, com o Braquiossauro, porém não temos certeza se é realmente tal animal ou outra espécie.
- Jó 41
Estaremos observando os principais versículos contidos nesse capítulo, onde iremos observar que o animal aqui descrito não se trata de um crocodilo ou jacaré.
v.1
A palavra utilizada no original (hebraico) não é crocodilo, mas sim Leviathan.
Faz-se menção acerca de travar a língua do crocodilo com uma corda, porém o crocodilo, assim como o jacaré, não possui uma língua solta, mas presa à parte inferior de sua boca.
Deus continua sua explanação com Jó descrevendo de forma detalhada as características físicas de tal animal.
v.18,19,20,21,31,32
Nesses versículos encontramos a afirmação de que o Leviathan, aos olhos humanos, cuspia fogo. Seria isso possível?
O fato é que essa informação tem feito com que muitas pessoas passassem a afirmar que o texto utiliza uma linguagem figurada, pois não existe animal que ‘cuspa fogo’.
Muitas pessoas, como já falamos, por falta de informação fazem afirmações que terminam por comprometer a veracidade e infalibilidade da Bíblia.
Alguns contestam o fato alegando ser impossível um animal realizar tal ação, contudo esquecem-se que outros animais produzem energia como o peixe elétrico e outros luz como algumas espécies de animais marinhos e o ‘vaga-lume’.
Em casos como esses, alguns cientistas se colocam como omissos, conhecendo a verdade todavia escondendo-a da população, pois tais informações irão desmoronar suas teorias e comprovar os relatos bíblicos.
Sabemos da existência de um besouro conhecido por alguns como besouro bombardeiro ou escaravelho – bombardier beetle.
Esse animal possui em seu interior um sistema de ‘bolsas’ que é capaz de armazenar substâncias inflamáveis como a hidroquinona e peróxido de hidrogênio que ao entrar em contato com o ambiente inflama.
Esse besouro utiliza esse recurso para defesa e ao observarmos temos a impressão que o animal está expelindo fogo de seu corpo.
Esse recurso é bem eficiente na defesa do besouro, já que o produto inflamável está a uma temperatura de 212°F (100°C) e é protegido pelo uso de um inibidor natural, não prejudicando o seu portador.
Essa informação não seria tão interessante se não fosse pelo fato de três animais pré-históricos (dinossauros) terem sido encontrados com características semelhantes às do bombardier beetle. Tais animais são o Kronossauro e o Hadrossauro e o Plesiossauro.
Ao estudar-se a estrutura craniana do Hadrossauro, constatou-se que o seu crânio possuía órgãos, bexigas e câmaras bem semelhantes às do besouro, permitindo que o Hadrossauro (Hadrossaur parasaurolophus) não só criasse, mas armazenasse e lançasse produtos químicos inflamáveis para proteger-se, ou atacar, sem queimar-se ou machucar-se.
Esse animal pode perfeitamente ser o dragão citado nas histórias de várias civilizações, e que ao longo dos anos passaram a exagerar nos relatos, ingressando-o na categoria de contos mitológicos.
O que sabemos de real é que tal animal existiu, foi relatado na Bíblia e também fez parte da Criação de Deus.
Se um animal pequeno pode produzir produtos químicos inflamáveis a uma temperatura de 100°C e não queimar-se, nada impede que um animal de grande porte com características imensamente semelhantes também o fizesse.
v.22
É destacado que a força desse animal reside no pescoço, porém a força de um crocodilo reside na cauda e na mandíbula, não no pescoço.
Mais uma vez percebemos que tal animal não é um crocodilo ou jacaré.
v.26-29
As características físicas do animal demonstram que ele possui uma resistência física bem superior a qualquer crocodilo, mesmo os pré-históricos já encontrados.
v.30
Sabemos que o ventre dos crocodilos são lisos e não possuem escamas pontiagudas como observamos no relato bíblico.
O Leviathan possuía escamas pontiagudas no ventre.
v.33,34
Ao observarmos a descrição do tamanho do animal percebemos que o mesmo é de grande porte, pois “olha com desprezo tudo o que é alto”. Ao contrário dos crocodilos que, dependendo da espécie, podem chegar a 5 metros ou mais de ‘comprimento’ e não de altura, tais animais eram muito altos.
Em geral, os crocodilos são baixos e não altos como descreve o texto bíblico.
- Sl 74:13-17
O animal aqui citado trata-se do Leviathan, que possui as mesmas características do animal em Jó 40.
- Sl 104:26
Ao observarmos o contexto do capítulo 104 iremos observar que o salmista referia-se a coisas reais, como animais grandes e pequenos e o monstro marinho – Leviathan.
_________________________
Fonte: Texto de Robson Tavares Fernandes. Membro da Igreja Batista da Graça (Campina Grande – PB) e bacharel em Teologia pelo STEC (Seminário Teológico Evangélico Congregacional). Diretor e professor do CBA (Curso Básico de Apologética), e pesquisador da VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã) e palestrante.
Via: Bereianos
Prefácio e Saudação
Paulo, apóstolo, não da parte de homens, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai a todos os santos e fiéis irmãos em Cristo Jesus, que se encontram em terras brasileiras, graça e paz a vós outros.
Exortações à Igreja
Rogo-vos para que não haja partidos entre vós. Mas vejo que é isso que está ocorrendo, pois uns dizem: eu sou de Malafaia; outros, de Macedo; outros, do Soares. Quem é Malafaia? Quem é Soares?[1] Por acaso Cristo está dividido? Não são neles que devemos postar nossos olhos, mas em Cristo, o único que morreu por nós. Vejo que ainda sois meninos na fé quando o propósito de cada um é só buscar bênçãos para si, visando os próprios interesses e não o interesse do Corpo. Digo-vos que a maior benção já vos foi concedida na cruz quando fostes resgatados da morte e das trevas. Agora, aprendam a viver contentes e dar graças a Deus por tudo [2].
Sinais e Prodígios
Assim como os judeus pediam sinais em minha época [3], há muitos que só pensam em prodígios e maravilhas: fazem correntes e marcam hora para as curas se efetuarem, e eu já havia advertido aos seus irmãos de Tessalônica que tão somente orassem o tempo todo, [4], pois apenas Deus é quem sabe a hora de atender. Eu mesmo deixei Trófimo doente em Mileto, [5] o amado Timóteo foi medicado enquanto esperava o Senhor curar sua gastrite, [6] e Epafrodito adoeceu mortalmente chegando às portas da morte [7]. Por que entre vós seria diferente?
Outras admoestações
Estão fazendo rituais para amarrar demônios e declarar que as cidades do Brasil são do Senhor Jesus. Nunca vistes isso em mim. Pelo contrário, preguei o evangelho em Éfeso, mas a cidade continuou seguindo a deusa Diana. No Areópago de Atenas riram e zombaram de minha pregação, e poucos aceitaram a palavra do evangelho; como eu iria dizer que Atenas era do Senhor Jesus? Em Corinto, a prostituição continuou a dominar a cidade, e em Roma, as orgias e as dissoluções da família até se intensificaram no decorrer dos anos. Dizer que Roma pertencia ao Senhor Jesus seria uma frase que levaria ao engano os poucos irmãos verdadeiramente convertidos. Na verdade muito me esforcei e fiz de tudo para ver se conseguia salvar a alguns [8]. Nunca ensinei a reivindicar territórios, mas tão somente orava a Deus que me abrisse uma porta para pregar a Palavra [9].
Cuidado com os falsos apóstolos
Há muitos homens gananciosos aparecendo no meio de vós dizendo que são apóstolos e criando hierarquias para exercer domínio uns sobre os outros, coisa que nunca aceitei. Porque tanta preocupação com títulos? Por que ninguém se contenta em ser chamado simplesmente servo? Pois é isso é o que realmente importa. Saibam que há muitos obreiros fraudulentos transformando-se em apóstolos de Cristo[10]. Já vos advertira que depois da minha partida, entre vós penetrariam lobos vorazes que não poupariam o rebanho de Cristo[11], vós não lembrais disso brasileiros?
Sobre os dons espirituais
Soube que muitos estão preocupados com os dons. É verdade que eles são importantes, mas o Espírito concede a cada um conforme melhor lhe convém [12]. Tenho percebido que valorizam principalmente os dons sobrenaturais – como falar em línguas, visões, curas e revelações – e esquecem-se que ensinar bem as Escrituras, administrar com zelo as coisas de Deus e promover socorro aos necessitados também são dons espirituais [13]. Mas o que eu quero mesmo é que estejais buscando para suas vidas o fruto do Espírito. Não adianta ter fé suficiente para curar pessoas, transportar montes e expulsar demônios se ficam devorando uns aos outros, [14] se não têm amor, se provocam rixas e intrigas entre si e dão mau testemunho.
Ofertas ao Senhor
Quanto às ofertas e sacrifícios, já falei por carta: no primeiro dia da semana cada um separe segundo sua prosperidade [15]. Nunca fiz leilão de bênçãos do Senhor, desafiando o povo a ofertar começando com 10 moedas de ouro até chegar ao que tinha um denário. O único sacrifício aceitável por Deus já foi feito na cruz pelo seu Filho Jesus. Quando Deus me der oportunidade de visitar-vos quero conhecer os que estão se enriquecendo com o Evangelho e enfrentar-lhes face a face. A piedade jamais pode ser fonte de lucro [16] e se continuarem nessa sórdida ganância haverão de sofrer muitas dores [17].
A busca da verdadeira maturidade
É imprescindível que manejem bem a Bíblia, pois chegou ao meu conhecimento que esta é uma geração tão ignorante da Palavra que estão sendo enganados por lobos vorazes, que trazem enganos e sofismas, e a esses, de boa mente, os tolerais [18]. Lembrem-se que quando preguei em Beréiao povo consultava a Palavra para ver se as coisas eram de fato assim [19].Porque não fazeis vós o mesmo? Ora, os ardis de satanás vêm sempre disfarçados na pregação de um anjo de luz [20]. Vejo que entre vós há muitos acréscimos e deturpações daquilo que falei. Admoesto-vos a que não ultrapasseis o que está escrito [21].
As saudações pessoais
Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, e sim a seu próprio ventre [22]. Em breve vos vereis.
A bênção
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós [23].
Marcos Vinicios Habib Moreira
Presidente da Juventude Batista Serra dos Órgãos
Membro da Primeira Igreja Batista em Teresópolis - RJ
Fonte: Ministério Batista Beréia
Via: Bereianos
Referências
[1] (1Co 3.5), [2] (Fp 4.11; 1Ts 5.18), [3] (1Co 1.22), [4] (1Ts 5.17), [5] (2Tm 4.20), [6] (1Tm 5.23), [7] (Fp 2.27-30),
[8] (1Co 9.22), [9] (Cl 4.3), [10] (1Co 11.3), [11] (At 20.29), [12] (1Co 12.7), [13] (Rm 12.7-8), [14] (Gl 5.15), [15] (1Co 16.2),
[16] (1Tm 6.5), [17] (1Tm 6.10), [18] (2Co 11.4), [19] (At 17.11), [20] (2Co 11.14), [21] [1Co 4.6], [22] (Rm 16.17-18),
[23] (2Co 13.13).
Nota do Bereianos: Texto escrito de forma "fictícia". Favor não confundir com "extra revelações bíblicas" (rs)...
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Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que se demore, espere-a; porque ela certamente virá e não se atrasará'"Habacuque 2, 1-3.
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