Certa vez passei algum tempo com cerca de vinte irmãos num local onde, não havendo recursos adequados onde estávamos hospedados para tomar banho, diariamente nos dirigíamos ao rio para um mergulho. Numa destas ocasiões, um irmão teve cãibra numa perna, e vi que ia afundar-se. Fiz sinal para que outro irmão, exímio nadador, se apressasse a socorrê-lo. Fiquei perplexo ao ver que este não se mexeu, e gritei no meu desespero: "Não vê que o homem está se afundando? " E os demais irmãos em volta, tão agitados como eu, também gritavam vigorosamente. Nosso bom nadador, porém, ainda nem se mexeu, como se fosse adiar ou recusar a desagradável missão. Nesse ínterim, a voz do pobre irmão que se afogava, foi se enfraquecendo, e os seus esforços foram ficando mais débeis. No meu coração disse: "Odeio este homem! Deixa um irmão afogar-se perante os seus olhos, sem ir em seu auxílio!"
Quando, porém, o homem estava realmente se afundando, o nadador, com poucas e rápidas braçadas, encontrava-se ao seu lado, e ambos chegaram a salvo à margem. Na primeira oportunidade, dei a minha opinião: "Nunca vi qualquer cristão que amasse a sua vida tanto como você! Pense, quanta aflição você poderia ter poupado àquele irmão se tivesse considerado um pouco menos a sua própria pessoa, e pensado um pouco mais nele?". O nadador, porém, conhecia o seu trabalho melhor do que eu. "Se eu tivesse ido mais cedo", respondeu, "ele ter-me-ia agarrado tão fortemente que ambos nos teríamos afundado. Quando um homem está se afogando, não pode ser salvo até que fique completamente exausto e deixe de fazer o mínimo esforço para se salvar".
Você percebe? Quando nós abandonamos o caso, Deus passa a Se encarregar dele. Fica esperando até que os nossos recursos se esgotem e nada possamos fazer por nós próprios. Deus condenou tudo o que é da velha criação e consignou-o à Cruz. A carne de nada aproveita. Qualquer tentativa de fazer algo na carne é virtualmente um repúdio à Cruz de Cristo. Deus nos declarou aptos apenas para a morte. Quando realmente cremos nisto, confirmamos o veredito de Deus, abandonando todos os nossos esforços carnais no sentido de agradar-Lhe. Os nossos esforços neste sentido procuram negar a Sua declaração, na Cruz, da nossa absoluta inutilidade. Se continuarmos nos nossos esforços próprios, demonstraremos que não entendemos devidamente nem o que Deus exige de nós, nem a origem do poder para cumprir as exigências.
Autor: Watchman Nee
Fonte: Retirado do livro "A Vida Cristã Normal"
No último dia 29 de Outubro eu completei meu 26º aniversário e, como de costume, recebi muitos parabéns e muitas felicitações de várias pessoas, sejam parentes, amigos, familiares, pessoas mais próximas e até as mais distantes. Contudo, uma coisa tem chamado a minha atenção e não é de agora: a cada ano que passa a quantidade de scraps que eu recebo no orkut no dia do meu aniversário aumenta consideravelmente. Não, meu amigo. Não estou citando isto para mostrar o quanto eu sou popular, mesmo porque eu sou bem sem graça e nunca fiz muito sucesso hehehehe. Na verdade o número de scraps que eu recebi aumentou tanto que fez com que eu parasse para refletir sobre algumas coisas.
Lembro-me que a uns dez ou quinze anos atrás era normal (quase que uma religião) eu sair do ginásio/colégio com uns amigos, irmos até a minha casa e, como estudavamos de manhã, passarmos a tarde inteira e uma boa parte da noite jogando vídeo-game. Bons tempos esses... Para aqueles que não tinham vídeo-game, esses momentos eram as raras vezes que eles poderiam jogar uma partida de futebol virtual de qualidade, uma vez que naqueles dias era difícil encontrar alguém que tivesse um Playstation (na época um vídeo-game de última geração) e quase impossível encontrar alguém que além de ter um bom vídeo-game ainda morava perto da escola. Para aqueles que já tinham um console era mais uma oportunidade para "fazer um social" e ganhar umas partidas dos mais novatos. E foram muitos anos de jogatina...
Com o passar do tempo e com a evolução tecnológica esses momentos foram ficando cada vez mais raros e quase inexistentes. Claro que os estudos, o trabalho, nossa família, as obrigações do dia-a-dia e o aumento das responsabilidades que vem no decorrer do anos interferiram muito nisso também. Mas no momento eu quero me focar na tecnologia. Hoje eu ainda jogo e me divirto no vídeo-game com os meus amigos, mas são muito raras as vezes que eles precisam ir até a minha casa para jogar. Agora basta que eu conecte meu video-game na internet e, como que num passe de mágica, já estou conversando com os meus amigos e dividindo algumas partidas com eles. Por um lado isto é muito bom. A facilidade que tenho agora para me divertir com amigos distantes é incrível. Alguns dos meus parceiros favoritos de jogatina moram na Santa Catarina, no Ceará e no Sergipe. Não precisa ser muito bom em logística para saber que a distância entre a minha maravilhosa Sorocaba, no interior de São Paulo, e estes estados é muito maior que a distância dos quatro quarteirões entre a minha casa e a minha ex-escola. Mas, da mesma maneira que a internet tem o poder de unir pessoas que estão distantes uma das outras ela também tem o poder de afastar as pessoas que não estão tão longe assim. Isso porque muitos daqueles que moram na sua cidade, no seu bairro ou até mesmo na sua rua preferem a maneira mais cômoda de cada um jogar na sua casa. "Aquele que dentre vós está sem pecado atire a primeira pedra" (Jo 8:7). Seria hipocrisia de minha parte dizer que eu não faço o mesmo. Ainda que eu me preocupe com a falta do contato humano entre as pessoas muitas vezes eu não faço muito para mudar este quadro. Mas isso me incomoda e espero que esteja te incomodando também.
Perceba quantas vezes nós temos trocado um tempo de relacionamento com os nossos amigos e familiares, talvez uma troca de abraços, um aperto de mão ou um beijo por um telefonema, um msn, um sms, um tweet, um email ou um scrap. Quero deixar claro que não sou contra a tecnologia. Trabalho na área de tecnologia de informação e sei o quanto é util o avanço tecnológico. O problema está em trocarmos um tempo de qualidade com as pessoas que estão perto de nós por esses apetrechos modernos que em nada podem substituir o calor e o contato humano.
Claro que eu fiquei feliz com a demonstração de carinho através dos scraps, ainda que talvez alguns dos que mandam felicitações mandam apenas por desencargo de consciência, uma vez que o orkut mostra quando as pessoas estão fazendo aniversário. Mas mesmo assim eu tive o maior prazer em gastar algumas horas lendo um por um dos scraps e respondendo a todos eles. Contudo, ainda assim ficou aquela sensação de que alguns dos que estavam perto agora parecem não estar tão perto assim e que a distância entre uma rua e outra na mesma cidade é bem relativa - o outro lado da sua rua pode ter a mesma distância que a Terra e a Lua. O mais interessante é que a grande maioria dos scraps terminam com "beijos" ou "abraços"... Estranho, neh? Antigamente era necessário contato para os "beijos" e para os "abraços". Hoje bastam algumas letras... mas foram poucos os que eu realmente senti. Certamente eu trocaria mil scraps escritos "abraços" por um único abraço de verdade.
Não se sinta culpado se você estiver lendo isso, principalmente se você foi uma das pessoas que mandou felicitações para mim. Eu também sou assim. Sou moldado pela vida moderna e uso muito o orkut, o msn e a internet. A intenção não é acusá-lo de nada mas sim fazer com que nós venhamos a refletir sobre como estão os nossos relacionamentos e o que poderiamos fazer ou deixar de fazer para melhorá-los e fortalecê-los.
Por isso, pense nisso.
Autor: Cláudio Neto (apesar do tom melancólico do post deixo claro que não estou "emo" huehuehuehuehe)
Brian Phillip Welch, conhecido como Head, é ex-integrante e um dos fundadores do Korn, banda americana de Nu Metal. Em 22 de fevereiro de 2005, Head anunciou em uma rádio dos Estados Unidos sua saída da banda dizendo que tinha "... escolhido o Senhor Jesus Cristo como seu salvador e estará dedicando sua carreira musical para este fim". A notícia de sua saída foi confirmada pela banda logo depois.
Após sua conversão Head já gravou um disco chamado Save me from myself (Salve-me de mim mesmo) e escreveu três livros:
- Save me from myself
- Washed by Blood: Lessons from My Time with Korn and My Journey to Christ (Lavado pelo sangue: Lições do meu tempo com Korn e minha jornada até Cristo)
- Stronger: Forty Days of Metal and Spirituality (Mais forte: quarenta dias de metal e espiritualidade)
No vídeo abaixo, gravado para o I am Second (um grupo que, entre outras coisas, reúne testemunhos de pessoas que deixaram a vida que tinham para seguir ao Senhor) Head conta um pouco de como era sua vida e como foi resgatado dela pelo Senhor Jesus.
Certa vez, na China, visitei um líder Cristão que estava de cama, doente, e quem, por causa da sua história chamarei de sr. Wong, ainda que esse não seja seu verdadeiro nome. Ele é um homem muito culto, um PhD., e alguém que era estimado em toda a China por seus altos princípios morais, e por muito tempo esteve engajado no serviço cristão. Mas ele não cria na necessidade de regeneração. Ele apenas proclamava aos homens um evangelho social de amor e boas obras.
Quando visitei o Sr. Wong, seu cachorrinho estava ao lado de sua cama, e, após ter falado com ele das coisas de Deus e da natureza de Seu trabalho em nós, apontei para o cachorrinho e perguntei qual era o seu nome. Ele me disse que seu nome era Fido. "Fido é o seu primeiro nome ou o seu sobrenome"? Perguntei (utilizando os termos chineses para "primeiro nome" e "sobrenome"). "Oh, esse é apenas o seu nome", respondeu ele. "Você quer dizer que é apenas o seu primeiro nome? Posso chamá-lo Fido Wong"? Prossegui. "Certamente que não"! Veio a resposta enfática. "Mas ele vive com a sua família", retruquei. "Por que você não o chama de Fido Wong"? Então, apontando para suas duas filhas, perguntei: "Suas filhas não se chamam srta. Wong"? "Sim"! "Bem, então, por que não posso chamar seu cachorro de Mestre Wong"? O doutor riu e eu prossegui: "Você entende onde quero chegar? Suas filhas nasceram na sua família e têm seu nome porque você comunicou vida a elas. Seu cachorro pode ser bem inteligente, bem comportado e, no geral, um cachorro notável. Mas a questão não é: ele é um cachorro mau ou bom?, mas simplesmente: ele é um cachorro? Ele não precisa ser mau para ser desqualificado de ser um membro de sua família. Ele apenas precisa ser um cachorro.
O mesmo princípio aplica-se ao seu relacionamento com Deus. A questão não é se você é homem bom, mau ou mais ou menos, mas simplesmente: É você um homem? Se sua vida está em um plano inferior ao da vida de Deus, então você não pode pertencer à família divina. Durante toda a sua vida, seu objetivo ao pregar tem sido transformar homens maus em homens bons. Mas homens em si mesmos, quer sejam maus ou bons, não podem ter qualquer relacionamento vital com Deus. Nossa única esperança como homens é receber o Filho de Deus e, quando o fazemos, Sua vida em nós nos constituirá filhos de Deus. O doutor viu a verdade e, naquele dia, tornou-se um membro da família de Deus ao receber o Filho de Deus no coração. O que hoje possuímos em Cristo é mais do que Adão perdeu. Adão era apenas um homem desenvolvido. Permaneceu naquele plano e nunca possuiu a vida de Deus. Mas nós, que recebemos o Filho de Deus, recebemos não só o perdão dos pecados, mas também recebemos a vida divina que estava representada no Jardim pela árvore da vida. Pelo novo nascimento, possuímos o que Adão perdera, pois recebemos uma vida que ele nunca teve.
Autor: Watchman Nee
Retirado do livro "A Vida Cristã Normal".
Quando vi, quase não acreditei. Aliás, eu não teria acreditado se não tivesse visto. Era um envelope para por ofertas. Havia, em letras garrafais, sobre um fundo vermelho: "Grande campanha da prosperidade". Em meio a uma nuvem de versos descontextualizados, estava um espaço para por o valor da oferta. No verso do envelope havia: "Senhor, eu quero:". Como em uma prova de múltipla escolha, tinha várias opções para marcar, como prosperidade na saúde, emprego, aumento de salário, geladeira, fogão, forno microondas, jogo de cozinha, jogo de sofá, calçados, roupas, computador, sítio e outros.
Ah, meu irmão, eu fiquei louco. Sabe quando o zelo pela Palavra se mistura com nossa carnalidade? Foi exatamente isso. Eu queria bater muito no pastor da sinagoga de satã que promoveu essa campanha. Mas que doideira! Como alguém pode viver algo assim e ainda por cima chamar isso de cristianismo? Como alguém pode fazer um “toma lá, da cá” com Deus? Eu dou minha oferta, marco a opção de minha preferência e recebo o que quero, como numa máquina de refrigerantes. É como dizem, sabe... uma mão lava a outra. Nós damos a Deus nossa semente e Ele nos dá os acres de terra. É a barganha santa...
Sabe, diante de tudo isso, existe algo que me incomoda muito. Quando eu olho para dentro de mim e analiso minhas orações, percebo que eu também tento barganhar com Deus. Não que eu dê dinheiro em troca de bens, mas, muitas vezes, eu entrego minha oração a Deus com o único intuito de receber algo em troca. Às vezes eu vou a Deus não para ter comunhão com Ele, mas apenas para pedir por alguém ou por mim, independente do relacionamento paternal que deveríamos ter. Não para adorá-lo incondicionalmente, mas por que eu quero algo e, mesmo dizendo “que seja feita a sua vontade”, tenho que a oração é o preço para conseguir. É como dizem, sabe... uma mão lava a outra.
Claro que existem proporções a considerar, mas quando eu olho com cuidado, vez por outra não vejo muita diferença entre minhas orações e a "Grande campanha da prosperidade". Parece que a vontade de pagar por algo já vem na má natureza humana e isso corrompe até nossas orações. Lutar contra o sentimento de orar apenas por um fim tem se tornado minha luta diária. Agora, antes de dobrar meus joelhos já sabendo por quem ou por que orar, tento me relacionar com meu Senhor, sem esperar nada em troca. Espero que Deus continue operando no meu coração e me levando a adorá-lo incondicionalmente. Não apenas pedindo benção para mim ou para outros, mas sendo filho. E como filho, me relacionando com meu Pai. Não quero dar minha oração a Deus e, inconscientemente, marcar quais bênçãos eu quero receber. Que Deus nos dê força para rasgar o nosso envelope para ofertas e substituí-lo por uma comunhão real e vida com aquele que nos ouve e conhece nossas necessidades.
Autor: Yago Martins, colaborador dos sites Voltemos Ao Evangelho e Teologia e Vida
Fonte: Pulpito Cristão
***
Nota do blog: A intenção do blog Antes que as Pedras Clamem não é falar mal de denominações, pregadores, pastores ou qualquer um que se auto-nomeia com qualquer outro título ou cargo. O propósito principal do nosso blog é pregar contra as falsas doutrinas que corrompem o verdadeiro evangelho, que é centrado na pessoa de Cristo. A imagem do envelope neste post é apenas um exemplo do que acontece em várias outras denominações em nosso país. Portanto não leve para o lado pessoal ;)
O movimento neopentecostal tem produzido uma caricatura mal acabada da essência do cristianismo bíblico. Normalmente aqueles que não são cristãos acabam colocando no mesmo saco os crentes bíblicos e os filhos das heréticas correntes neopentecostais.
A enxurrada de modas, invencionices e mesmo blasfêmias preocupa aqueles que têm buscado uma vivência cristã livre desse misticismo bizarro, onde a cruz é esquecida, a graça é pisada e as práticas egocêntricas são incentivadas.
Nessa pequena série de textos vamos mostrar uma análise diferenciada de como o movimento neopentecostal é defeituoso em essência e que precisa ser combatido doutrinariamente.
O meio para tal análise é através de algo comum à vida das pessoas: desenhos animados! Mas calma, não será nada relacionado ao frenesi das mensagens subliminares ou daqueles fanáticos caça-demônios. Quem tem filho pequeno em casa deve ter experiência semelhante à minha, onde os pimpolhos gostam mesmo é de ver animações na TV.
Nessa ida e vinda de desenhos atuais que tenho visto, e me lembrando dos antigos que já vi, notei que algumas nuances dessas animações são muito particulares a algumas práticas neopentecostais.
A Fuga das Galinhas
“A Fuga das Galinhas” é uma animação britânica produzida no ano 2000, dirigida por Peter Lord e Nick Park. O cenário é uma granja de galinhas, retratado na década de 50 na Inglaterra, onde as ditas tentam a todo custo escapar da rotina diária da produção de ovos ou – no extremo – da degola em caso de déficit produtivo. A líder do bando é a simpática Ginger, uma galinha que sonha com algo melhor para suas amigas.
Após muitas e muitas tentativas frustradas, eis que Rocky, “O Galo Voador”, surge miraculosamente na vida das galinhas e tentará ensiná-las a voar. A divertida animação continua e algo em particular me chamou a atenção em dado momento.
Os donos da granja compram uma máquina para produzir tortas de galinha, e ao aumentar a porção de ração para engorda dos bichos, Ginger, esperta como só, alerta a todas as galinhas que o intuito dos granjeiros nada mais é que engordá-las para matar a todas para a produção de tortas.
Eis que o espertalhão Rocky entra na cena e interrompe a conversa. O diálogo fica assim:
Rocky: - Você deve pegar mais leve. Saiba que na América temos uma regra, se você quer motivar alguém, não fale em morte!
Ginger: - Engraçado, pois aqui a regra é: fale a verdade sempre!
Rocky: - Ah, e isso dá ótimos resultados, né? Eu te dou um conselhinho, se quer resultado, diga o que elas querem ouvir.
Ginger: - Ou seja, minta!
Rocky: - Ah pronto, começou de novo! Sabe qual é o seu problema? Você complica!
Ginger: - Por que? Por que eu sou honesta? Eu me preocupo com elas...
Em síntese, omita a verdade e fale apenas aquilo que a platéia quer ouvir.
A declaração do galo Rocky faz lembrar o modus operanti da maioria dos pregadores neopentecostais e outros moderninhos que esqueceram a cruz: esconda a verdade, esconda a morte, fale aquilo que a platéia quer ouvir, e não o que deve ouvir. Lustre os ouvidos ávidos em um evangelho falso.
Que o relativismo é um elemento presente no meio secular, não é novidade, mas quando isso se infiltra no meio “chamado evangélico”, temos um trágico cenário formado, onde Cristo que é o Principal fica afastado. Eis o motivo da preocupação citada no início deste texto.
Pra que se falar em morte, em cruz, em eternidade, quando o povo quer ouvir sobre vitória, conquista, bem estar, chuva de prosperidade neste tempo, neste século?
Morte? Verdade? Acaso esses elementos estão presentes no movimento neopentecostal?
Interessante é que os vendilhões dos dias de hoje fazem como o galo Rocky, mentem para o povo de modo gritante e ainda acusam os poucos que não se prostraram diante do bezerro da prosperidade de “complicadores”. Me sinto como a Ginger, querendo alertar amigos e irmãos sobre o perigo que correm, mas sendo sempre considerado um “complicador”... ajuda-nos Senhor!
Os galos de plantão, relativistas que são, fogem da verdade e vendem fábulas ao povo. Não anunciam a morte do Cordeiro e muito menos Sua ressurreição, que dirá então de Sua volta! (2Tm 4.3-4).
“Facilitadores” que são (pois não complicam as coisas), falam apenas em dádivas, e nunca na cruz que deve ser carregada (Mt 10.38).
E por fim, como não são honestos, preferem tão somente a falsa piedade para alcançar o mero lucro (1Tm 6.5).
Sejamos sóbrios e vivamos longe desses pregadores “Galo Rocky” (que mais são lobos que qualquer outra coisa). Uma mera religião sem morte, que não fala sobre a Verdade, que fica polindo ouvidos “com aquilo que as pessoas querem ouvir” e preocupado com resultados rasos, que mente, que não é honesto e não se preocupa com as pessoas, nem de longe é cristianismo.
Vigiai!
Toda honra e glória ao Senhor!
Autor: João Rodrigo Weronka
Fonte: [ NAPEC ]
Via: Bereianos
Quem já assistiu o filme tropa de elite 2 vai entender melhor. Quem não assistiu, assista! O filme é espetacular, todo brasileiro deve assistir. Como o próprio slogan diz, o inimigo agora é outro. A milícia. Ela é um grupo criminoso formado principalmente por policias para controlar as favelas através de contribuições da população. Alegam que estão defendendo a população do tráfico, mas fazem o mesmo que os traficantes. Extorquem, matam e manipulam o povo. Existem sempre alguns políticos por trás das milícias. Eles fazem dos morros seus currais eleitorais, comprando votos e ameaçando os eleitores. Aqueles que deveriam livrar o povo da opressão do tráfico são os que mais oprimem a população. Foi ai que eu percebi uma mera coincidência com a igreja que se diz cristã, mas de cristã não tem nada.
Existem milícias fantasiadas de igrejas. Descobriram que a extorsão pela fé é mais fácil e limpa. Não precisa de violência e com certeza ninguém corre o risco de ser preso. Viram no cristianismo uma forma de manipular e enriquecer pregando a oferta, a cura e a prosperidade. Principalmente a última. De novo, aqueles que deveriam levar o perdão de Cristo, paz, amor, conforto e esperança são aqueles que oprimem e cobram pela graça. Já parou para pensar nisso? Se sua igreja cobra por algo que é de graça, ela está lhe roubando! E é isso que as milícias fazem. Cobram por aquilo que deveria ser de graça. Analise seu pastor e sua igreja. Leia a palavra. Saiba tudo que Deus oferece pela graça. E se algumas dessas coisas estiverem sendo “vendidas” saia correndo, pois ali não está um pastor de ovelhas, mas um lobo tentando devorá-las.
Cobram pela sua salvação. Cobram pela sua cura. Cobram pela sua felicidade. Cobram pela sua prosperidade. Cobram por aquilo que Jesus já pagou. Estão extorquindo os fiéis como os traficantes e policiais corruptos. Clique aqui para ver alguns vídeos já postados sobre isso. É uma verdadeira sujeira feita em nome de Deus. O assunto é repetitivo, mas enquanto houver milícias dentro da Igreja temos que lutar contra ela. O sistema, como diz o Capitão Nascimento, é grande e antigo. Vem desde a época da legalização do cristianismo no império romano. Vários homens já se levantaram contra ele e nós não podemos ficar parados sendo coniventes. Falsos ensinamentos precisam ser combatidos com a verdade e os falsos mestres identificados, julgados e condenados pelo que fizeram com a população. E mesmo que eles saiam impunes dessa vida, não passaram na eternidade.
Nessas eleições outro aspecto da milícia eclesiástica é muito percebido. Usam da influência, da mídia e do nome de Deus para apoiar políticos. E na maioria das vezes políticos que nada tem com os valores cristãos. São pastores se posicionando aqui e ali, buscando aqueles que melhor atendem seus interesses. Uma vergonha que precisa ser duramente combatida! Então, se você já assistiu ou ainda vai assistir o filme, analise as semelhanças com o que acontece hoje nas igrejas. E lembrem-se sempre, para escapar da milícia e dos opressores só precisamos de uma coisa. Da palavra de Deus. Conheçam a verdade e ela vos libertará! (João 8:32).
Quem compraria algo que poderia ter de graça? Quem freqüentaria um lugar assim? Existem muitas igrejas honestas e santas. Leia a palavra e procure essas igrejas. Não fique em nenhum lugar onde vendem coisas que são de graça.
Fiquem atentos.
Autor: Pedro Pamplona
Fonte: Blog do autor
Via: Bereianos
"Petra" significa "rocha" em grego, e é uma alusão tanto ao estilo musical da banda (rock é o termo em inglês para rocha) como também à crença em Jesus Cristo, A Rocha, ou "a pedra angular rejeitada pelos construtores".
Creio que seja uma das bandas mais influentes no meio e com certeza uma banda que louva ao Senhor de maneira simples, direta e maravihosa. Infelizmente a banda fez seu show de encerramento em 2005 lançando o álbum Farewell, junto com um DVD do último show.
Albums:
Site da banda : http://www.petraband.com
Confiram a baixo um vídeo bem antigo e de baixa qualidade (foi o melhor que consegui achar :( ) mas que mostra uma música linda da banda: Prayer
First I want to thank You Lord for being who You are
For coming to the rescue of a man who's drifted far
For calling me to be Your son and calling me to serve
Lord the way You've blessed my life is more than I deserve
Keep the ones I love so dearly
Fill their emptiness while I am gone
And fill the loneliness in me... in me
This is my prayer
Lifted to You
Knowing You care even more than I do
This is my prayer
Lifted in Your name
Your will be done I humbly pray
Let me be the evidence of what Your grace can do
To a generations struggling to find themselves in You
May they come to know the love of God
May their eyes be made to see
Give me the opportunity to share the truth that sets them free
And may unity in all things
Be the banner of Your church
And let revival's fire begin to burn... begin to burn
This is my prayer
Lifted to You
Knowing You care even more than I do
This is my prayer
Lifted in Your name
Your will be done I humbly pray
As we face the last and final hours
Turn a wayward country back to You
And keep us from the evil that devours
Keep us on the path and lead us through
Keep us in Your light until Your kingdom comes
And our work is done
This is my prayer
Lifted to You
Knowing You care so much more than I do
This is my prayer
In Jesus' name
Your will be done I humbly pray
This is my prayer
Primeiro eu quero Te agradecer Senhor por ser quem Você é
Por vir ao resgate de um homem que desviou seu curso para longe
Por me chamar para ser Seu filho e me chamar para servir
Senhor a maneira que Você abençoa minha vida é mais do que eu mereço
Guarde aqueles que eu amo tanto
Preencha o vazio deles enquanto eu me for
E preencha a solidão em mim... em mim
Essa é minha oração
Levantada a Você
Sabendo que você se preocupa ainda mais do que eu
Essa é minha oração
Levantada em seu nome
Sua vontade seja feita eu humildemente oro
Deixe-me ser a evidência do que Sua graça pode fazer
Para uma geração lutando para se encontrar em Você
Que eles possam vir a conhecer o amor de Deus
Que seus olhos possam ver
Dê-me a oportunidade de compartilhar a verdade que os liberta
E que a unidade em todas as coisas as coisas
Possa ser a bandeira da sua igreja
E deixe o fogo do renascimento começar a queimar... começar a queimar
Essa é minha oração
Levantada a Você
Sabendo que você se preocupa ainda mais do que eu
Essa é minha oração
Levantada em seu nome
Sua vontade seja feita eu humildemente oro
Enquanto encaramos as últimas e finais horas
Volte um país retrogrado para Você
E guarde-nos do mal que devora
Mantenha-nos no caminho e guie-nos por ele
Mantenha-nos na Sua luz até que Seu reino venha
E nosso trabalho tenha sido feito
Essa é minha oração
Levantada a Você
Sabendo que você se preocupa muito mais do que eu
Essa é minha oração
No nome de Jesus
Sua vontade seja feita eu humildemente oro
Essa é minha oração
Nosso relacionamento com Cristo é uma questão de vida ou morte. O homem que conhece a Bíblia sabe que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores e que os homens são salvos apenas por Ele, sem qualquer influência por parte de quaisquer obras praticadas.
"O que devo fazer para ser salvo?", devemos aprender a resposta correta. Falhar neste ponto não envolve apenas arriscar nossas almas, mas garantir a saída eterna da face de Deus.
Os cristãos "evangelicais" fornecem três respostas a esta pergunta ansiosa: "Creia no Senhor Jesus Cristo", "Receba Cristo como seu Salvador pessoal" e "Aceite Cristo". Duas delas são extraídas quase literalmente das Escrituras (At 16:31; João 1:12), enquanto a terceira é uma espécie de paráfrase, resumindo as outras duas. Não se trata então de três, mas de uma só.
Por sermos espiritualmente preguiçosos, tendemos a gravitar na direção mais fácil a fim de esclarecer nossas questões religiosas, tanto para nós mesmos como para outros; assim sendo, a fórmula "Aceite Cristo" tornou-se uma panacéia de aplicação universal, e acredito que tem sido fatal para muitos. Embora um penitente ocasional responsável possa encontrar nela toda a instrução que precisa para ter um contato vivo com Cristo, temo que muitos façam uso dela como um atalho para a Terra Prometida, apenas para descobrir que ela os levou em vez disso a "uma terra de escuridão, tão negra quanto as próprias trevas; e da sombra da morte, sem qualquer ordem, e onde a luz é como a treva".
A dificuldade está em que a atitude "Aceite Cristo" está provavelmente errada. Ela mostra Cristo suplicando a nós, em lugar de nós a Ele. Ela faz com que Ele fique de pé, com o chapéu na mão, aguardando o nosso veredicto a respeito dEle, em vez de nos ajoelharmos com os corações contritos esperando que Ele nos julgue. Ela pode até permitir que aceitemos Cristo mediante um impulso mental ou emocional, sem qualquer dor, sem prejuízo de nosso ego e nenhuma inconveniência ao nosso estilo de vida normal.
Para esta maneira ineficaz de tratar de um assunto vital, podemos imaginar alguns paralelos; como se, por exemplo, Israel tivesse "aceito" no Egito o sangue da Páscoa, mas continuasse vivendo em cativeiro, ou o filho pródigo "aceitasse" o perdão do pai e continuasse entre os porcos no país distante. Não fica claro que se aceitar Cristo deve significar algo? É preciso que haja uma ação moral em harmonia com essa atitude!
Ao permitir que a expressão "Aceite Cristo" represente um esforço sincero para dizer em poucas palavras o que não poderia ser dito tão bem de outra forma, vejamos então o que queremos ou devemos indicar ao fazer uso dessa frase.
"Aceitar Cristo" é dar ensejo a uma ligeira ligação com a Pessoa de nosso Senhor Jesus, absolutamente única na experiência humana. Essa ligação é intelectual, volitiva e emocional. O crente acha-se intelectualmente convencido de que Jesus é tanto Senhor como Cristo; ele decidiu segui-lo a qualquer custo e seu coração logo está gozando da singular doçura de Sua companhia.
Esta ligação é total, no sentido de que aceita alegremente Cristo por tudo que Ele é.
Não existe qualquer divisão covarde de posições, reconhecendo-o como Salvador hoje, e aguardando até amanhã para decidir quanto à Sua soberania.
O verdadeiro crente confessa Cristo como o seu Tudo em todos sem reservas. Ele inclui tudo de si mesmo, sem que qualquer parte de seu ser fique insensível diante da transação revolucionária.
Além disso, sua ligação com Cristo é toda-exclusiva. O Senhor torna-se para ele a atração única e exclusiva para sempre, e não apenas um entre vários interesses rivais. Ele segue a órbita de Cristo como a Terra a do Sol, mantido em servidão pelo magnetismo do Seu afeto, extraindo dEle toda a sua vida, luz e calor. Nesta feliz condição são-lhe concedidos novos interesses, mas todos eles determinados pela sua relação com o Senhor.
O fato de aceitarmos Cristo desta maneira todo-inclusiva e todo-exclusiva é um imperativo divino. A fé salta para Deus neste ponto mediante a Pessoa e a obra de Cristo, mas jamais separa a obra da Pessoa. Ele crê no Senhor Jesus Cristo, o Cristo abrangente, sem modificação ou reserva, e recebe e goza assim tudo o que Ele fez na Sua obra de redenção, tudo o que está fazendo agora no céu a favor dos seus, e tudo o que opera neles e através deles.
Aceitar Cristo é conhecer o significado das palavras: "pois, segundo ele é, nós somos neste mundo" (1 João 4:17). Nós aceitamos os amigos dEle como nossos, Seus inimigos como inimigos nossos, Sua cruz como a nossa cruz, Sua vida como a nossa vida e Seu futuro como o nosso.
Se é isto que queremos dizer quando aconselhamos alguém a aceitar a Cristo, será melhor explicar isso a ele, pois é possível que se envolva em profundas dificuldades espirituais caso não explanarmos o assunto.
Autor: A. W. Tozer
Fonte: Palavra Prudente
Via: Bereianos
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Então o Senhor respondeu: 'Escreva claramente a visão em tabuinhas, para que se leia facilmente.
Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que se demore, espere-a; porque ela certamente virá e não se atrasará'"Habacuque 2, 1-3.
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