Bom pessoal, estamos inaugurando uma sessão de músicas aqui no blog. De tempos em tempos vamos postar vídeos com músicas cristãs que realmente louvam ao Senhor. Então não esperem coisas do tipo "restitui, eu quero de volta o que é meu", "sou ungido, herdeiro de Deus, vou prosperar" ou "para a direita, para a esquerda, por todo lado sou abençoado"... Nada disso. A idéia é que além das músicas nós postemos as letras, se necessário com tradução, e algumas informações básicas sobre o compositor ou a banda (assim se você gostar da música pode procurar por mais). Esperamos que gostem!

Para começar, "It's Time", da banda HB

HB (abreviação de Holy Bible - Bíblia Sagrada) é uma banda cristã finlandesa de heavy metal sinfônico. A banda foi formada em 2002 na cidade finlandesa Forssa e seu segundo albúm ("Enne") permaneceu durante cinco semanas na parada musical da Finlândia, alcançando a 27ª posição no ranking oficial. A versão em inglês do albúm ("Forzen Inside") não ficou atrás, alcançando a 15ª posição. Infelizmente a maior parte das suas músicas ainda estão em finlandês, sendo o albúm "Frozen Inside" por enquanto o único traduzido para o inglês. Esperamos que não fique só neste albúm, visto que a banda tem ótima qualidade musical e letras maravilhosas, que claramente exaltam Aquele que deve ser sempre exaltado.

Membros:
- Johanna Aaltonen – vocal
- Antti Niskala – piano (esse é o cara que compõe)
- Markus Malin – bateria
- Tommi Huuskonen – baixo
- Kaitsu Kanervo – guitarra
- Sofia Ylinen – guitarra

Myspace da banda: http://www.myspace.com/hbmetal
Site da banda (em finlandes): http://www.hbmusic.net/

Confiram aí o vídeo e, mais abaixo, a letra da música:



It's time

Are you saved for real? Now your life is ideal?
Have you made home your prison? What about our commission?
God has given you so much. Do you reach out to the lost?
Do you walk past with no thought, about those who have no hope?


Father in Heaven, help us surrender!
If you don't answer, all our hope is gone!


It is time to renew this covenant. Leave the past; take a step in faith again!
Take his hand, He will guide your way to his glory.
He takes care of everything.
It is time to renew this covenant. Leave the past; let the God be God again.
Take his hand, He will guide your way to his glory.
Jesus cares for everyone!

What are you waiting for? A revelation, the Pentecost?
Why is it hard to see, all you need is to believe.
Do you think that it's enough, just to have faith, then shut up.
If you do know Him, your mouth, it is open to testify!

The Lord is your shepherd, why do you worry?
Kneel down before him. You need His love again!
É hora

Você está salvo de verdade? Sua vida agora é ideal?
Você fez de sua casa sua prisão? E quanto a nossa missão?
Deus te deu tanto. Você alcança os perdidos?
Você passa ao lado sem nenhum pensamento, acerca daqueles que não tem esperança?

Pai nos céus, nos ajude a nos redermos!
Se Você não responder, toda nossa esperança está perdida!

É hora de renovar este pacto. Deixe o passado; de um passo na fé novamente!
Pegue Sua mão, Ele guiará seu caminho até Sua glória.
Ele toma conta de tudo.
É hora de renovar este pacto. Deixe o passado; deixe Deus ser deus novamente.
Pegue Sua mão, Ele guiará seu caminho até Sua glória.
Jesus se importa com todo mundo.

Pelo que você está esperando? Uma revelação, o Pentecoste?
Por que é difícil enxergar, tudo que você precisa é acreditar.
Você acha que é o bastante, apenas ter fé, e então calar a boca.
Se você O conhece, sua boca, ela está aberta para testificar!

O Senhor é seu pastor, por que você se preocupa?
Ajoelhe-se diante dEle. Você precisa do Seu amor novamente!


Escrito e postado por William Ramos



Nestes últimos dias só tenho respondido a mesma pergunta repetidas vezes: Você está preparado para o casamento?

Lógico que respondo: estou! Mesmo sabendo que é muito mais que palavras, é algo que acontece bem antes da cerimônia de casamento.

O que é estar preparado para o casamento?

É ter certeza de que gosta da pessoa com quem está casando? Isso é muito importante, mas não, não significa que alguém está pronto para casar porque gosta da pessoa.

É ter dinheiro para casar e sustentar o cônjuge? Também é importante, mas está longe de significar estar pronto para casar.

É estar maduro, olhar que já experimentou quase tudo na vida e chegar a conclusão de que está na hora de firmar um relacionamento? Também não.

É quando todos olham para vocês dois e falam que vocês formam um ótimo casal? Acredito que isso é uma dica, mas que não significa estar pronto para casar.

O que é estar pronto para casar então?

Um bom tempo atrás, conversando com um amigo que tinha passado por uma separação, descobri algo muito importante que está nas entrelinhas do amor e que é a base para saber se você está pronto para casar.

Pois descobri, antes mesmo de casar, com companheiros casados, que chegarão dias na vida de casado onde nem você e nem a pessoa estão atraentes, onde o sexo não está mais tão gostoso e que dura alguns minutos, alguns dias um vai estar tão chato a ponto de ser insuportável e que você vai olhar e pensar: a pessoa que eu casei não é esta?

São fases que não duram para sempre, mas que muitos casais não conseguem passar por ela. É um vale onde o amor é colocado em cheque e quase nunca chega em dois ou três anos de namoro. Vem depois que já está casado, onde se perdeu a novidade, onde o pior do outro se encontra.

O que vai manter os dois casados é a mesma coisa que solidificou o amor para a decisão de se casar: O compromisso.

Isso mesmo, você sabe que está pronto para casar quando você toma um compromisso com Deus, com o cônjuge e principalmente com você mesmo. É uma decisão de estar do lado desta pessoa para amá-la, pois foi firmado em um compromisso sagrado.

Esta é uma decisão, pelo menos no meu caso, que se toma sozinho em seu quarto. É uma consciência de entrega, de hombridade, uma decisão de vida selada por Deus na sua alma.

Nos dias bons, esta decisão nem precisará ser lembrada, serão dias de alegria, descoberta, de prazer e júbilo. Mas nos vales escuros, quando nada der certo, a angústia assolar a alma, o inimigo jogar na cara as varias coisas que você fez em “vão” para seu cônjuge, quando você pensar que o amor se esfriou ou não existe mais, você vai encontrar na raiz desta árvore murcha o compromisso selado por Deus.

E na solidão da sua alma, vai respirar fundo, se humilhar e continuar caminhando clamando: Senhor abrevia este vale sombrio, pois sei que vai passar e vou ter prazer e jubilo de novo!

Sabemos quando estamos prontos para casar, quando o amor solidificado em um compromisso interno de ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-a e respeitando-a até que a morte nos separe.


Fonte: Marcos Botelho do JV



“Acho que quando alguém nos ‘magoa’ é preciso relembrar que, de 100 casos, 99 pretendiam nos magoar muito menos ou nem pretendiam, e quase sempre nem percebem nada disso. Aprendi isso nos casos em que eu era o 'magoador'. Nas ocasiões em que fiquei realmente irado e cruel, com a intenção de machucar, a outra parte nem ligou ou nem sequer percebeu. Mas quando eu descobria que havia magoado alguém, percebia também que o gesto fora inconsciente de minha parte. Aliás, detesto pessoas ‘sensíveis’ que se magoam com facilidade. Elas são uma praga social. Concorda? Em geral, o verdadeiro problema é a vaidade.”


Autor: C. S. Lewis
Fonte: Orthodoxia



Antes de abordarmos o tema deste versículo (Mt 16.24), desejamos fazer algumas considerações sobre os seus termos. “Se alguém” — o termo utilizado refere-se a todos os que desejam unir-se ao grupo dos seguidores de Cristo e alistar-se sob a bandeira dEle. “Se alguém quer” — o grego é muito enfático, significando não somente a anuência da vontade, mas também o propósito completo do coração, uma resolução determinada. “Vir após mim” — como um servo sujeito a seu Senhor, um aluno, ao seu Mestre, um soldado, ao seu Capitão. “Negue” — o vocábulo grego significa negue-se completamente. Negue-se a si mesmo — a sua natureza pecaminosa e corrupta. “Tome” — não quer dizer leve ou suporte passivamente, e sim assuma voluntariamente, adote ativamente. “A sua cruz” — que é desprezada pelo mundo, odiada pela carne, mas, apesar disso, é a marca distintiva de um verdadeiro crente. “E siga-me” — viva como Cristo viveu, para a glória de Deus.

O contexto imediato é ainda mais solene e impressionante. O Senhor Jesus acabara de anunciar aos seus apóstolos, pela primeira vez, a aproximação de sua morte de humilhação (v. 21). Pedro, admirado, disse-Lhe: “Tem compaixão de ti, Senhor” (v. 22). Estas palavras expressaram a política da mentalidade carnal. O caminho do mundo é a satisfação e a preservação do “eu”. “Poupa-te a ti mesmo” é a síntese da filosofia do mundo. Mas a doutrina de Cristo não é “salva-te a ti mesmo”, e sim sacrifica-te a ti mesmo. Cristo discerniu no conselho de Pedro uma tentação da parte de Satanás (v. 23) e, imediatamente, a repeliu. Jesus disse a Pedro não somente que Ele tinha de ir a Jerusalém e morrer ali, mas também que todos os que desejassem tornar-se seguidores dEle tinham de tomar a sua cruz (v. 24). Existia um imperativo tanto em um caso como no outro. Como instrumento de mediação, a cruz de Cristo permanece única; todavia, como um elemento de experiência, ela tem de ser compartilhada por todos os que entram na vida.

O que é um “cristão”? Alguém que possui membresia em uma igreja na terra? Não. Alguém que afirma um credo ortodoxo? Não. Alguém que adota certo modo de conduta? Não. Então, o que é um cristão? É alguém que renunciou o “eu” e recebeu a Cristo Jesus como Senhor (Cl 2.6). O verdadeiro cristão é alguém que tomou sobre si o jugo de Cristo e aprende dEle, que é “manso e humilde de coração” (Mt 11.29). O verdadeiro cristão é alguém que foi chamado à comunhão do Filho de Deus, “Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Co 1.9): comunhão em sua obediência e sofrimento agora; em sua recompensa e glória no futuro eterno. Não existe tal coisa como o pertencer a Cristo e viver para satisfazer o “eu”. Não se engane nesse ponto. “Qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lc 14.27) — disse o Senhor Jesus. E declarou novamente: “Aquele que [em vez de negar-se a si mesmo] me negar diante dos homens [e não para os homens — é a conduta, o andar que está em foco nestas palavras], também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10.33).

A vida cristã tem início com um ato de auto-renúncia, sendo continuada por automortificação (Rm 8.13). A primeira pergunta de Saulo de Tarso, quando Cristo o deteve, foi esta: “Que farei, Senhor?” (At 22.10.) A vida cristã é comparada a uma corrida, e o atleta é chamado a desembaraçar-se “de todo peso e do pecado que tenazmente... assedia” (Hb 12.1) — ou seja, o pecado que está no amor ao “eu”, o desejo e a resolução de seguir nosso próprio caminho (Is 53.6). O grande e único alvo, objetivo e tarefa colocados diante do cristão é seguir a Cristo: seguir o exemplo que Ele nos deixou (1 Pe 2.21); e Ele não agradou a Si mesmo (Rm 15.3). Existem dificuldades no caminho, obstáculos na jornada, dos quais o principal é o “eu”. Portanto, ele tem de ser “negado”. Este é o primeiro passo em direção a seguir a Cristo.

O que significa negar completamente a si mesmo? Primeiramente, significa o completo repúdio de sua própria bondade: cessar de confiar em quaisquer de nossas obras para recomendar-nos a Deus. Significa uma aceitação irrestrita do veredicto divino de que todos os nossos melhores feitos são “como trapo da imundícia” (Is 64.6). Foi neste ponto que Israel falhou, “porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus” (Rm 10.3). Esta afirmativa deve ser contrastada com a declaração de Paulo: “E ser achado nele, não tendo justiça própria” (Fp 3.9).

Negar completamente a si mesmo significa renunciar de todo a sua própria sabedoria. Ninguém pode entrar no reino de Deus, se não se tornar como uma “criança” (Mt 18.3). “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Is 5.21.) “Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.22). Quando o Espírito Santo aplica o evangelho com poder em uma alma, Ele o faz “para destruir fortalezas, anulando... sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.4,5). Um lema sábio que todo cristão deve adotar é: “Não te estribes no teu próprio entendimento” (Pv 3.5).

Negar completamente a si mesmo significa renunciar suas próprias forças: não ter qualquer confiança na carne (Fp 3.3). Significa prostrar o coração à afirmativa de Cristo: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Foi neste ponto que Pedro falhou (Mt 26.33). “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (Pv 16.18). Quão necessário é que estejamos sempre atentos! “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Co 10.12). O segredo do vigor espiritual se encontra em reconhecermos nossa fraqueza pessoal (ver Is 40.29; 2 Co 12.9). Sejamos, pois, fortes “na graça que está em Cristo Jesus” (2 Tm 2.1).

Negar completamente a si mesmo significa renunciar de todo a sua própria vontade. A linguagem de uma pessoa não-salva é: “Não queremos que este reine sobre nós” (Lc 19.14). A atitude de um verdadeiro cristão é: “Para mim, o viver é Cristo” (Fp 1.21) — honrar, agradar e servir a Ele. Renunciar a nossa própria vontade significa dar atenção à exortação de Filipenses 2.5: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”; e isto é definido nos versículos seguintes como auto-renúncia. Renunciar a nossa própria vontade é o reconhecimento prático de que não somos de nós mesmos e de que fomos “comprados por preço” (1 Co 6.20); é dizermos juntamente com Cristo:

“Não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Mc 14.36).

Negar completamente a si mesmo significa renunciar as suas próprias concupiscências ou desejos carnais. “O ego de um homem é um pacote de ídolos” (Thomas Manton), e esses ídolos têm de ser repudiados. Os não-crentes amam a si mesmos (2 Tm 3.2 – ARC). Todavia, alguém que foi regenerado pelo Espírito diz, assim como Jó: “Sou indigno... Por isso, me abomino” (40.4; 42.6). A respeito dos não-crentes, a Bíblia afirma: “Todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus” (Fp 2.21). Mas, a respeito dos santos de Deus, está escrito: “Eles... mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap 12.11). A graça de Deus está nos educando “para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tt 2.12).

Este negar a si mesmo que Cristo exige dos seus seguidores é total. Não há qualquer restrição, quaisquer exceções — “Nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Rm 13.14). Este negar a si mesmo tem de ser contínuo e não ocasional — “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23). Tem de ser espontâneo, não forçado; realizado com alegria e não com relutância — “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Cl 3.23). Oh! quão perversamente tem sido abaixado o padrão que Deus colocou diante de nós! Como este padrão condena a negligência, a satisfação carnal e a vida mundana de muitos que se declaram (inutilmente) “cristãos”!

“Tome a sua cruz.” Isto se refere à cruz não como um objeto de fé, e sim como uma experiência na alma. Os benefícios legais do Calvário são recebidos por meio de crer, quando a culpa do pecado é cancelada, mas as virtudes experimentais da cruz de Cristo são desfrutadas apenas quando somos conformados, de modo prático, “com ele na sua morte” (Fp 3.10). É somente quando aplicamos a cruz, diariamente, ao nosso viver e regulamos nosso comportamento pelos princípios dela, que a cruz se torna eficaz sobre o poder do pecado que habita em nós. Não pode haver ressurreição onde não há morte; não pode haver um andar prático, “em novidade de vida”, enquanto não levamos “no corpo o morrer de Jesus” (2 Co 4.10). A cruz é a insígnia, a evidência do discipulado cristão. É a cruz de Cristo e não o credo dEle que faz a distinção entre um verdadeiro seguidor de Cristo e os religiosos mundanos.

Ora, em o Novo Testamento a “cruz” representa realidades definidas. Primeiramente, a cruz expressa o ódio do mundo. O Filho de Deus não veio para julgar, e sim para salvar; não veio para castigar, e sim para redimir. Ele veio ao mundo “cheio de graça e de verdade”. O Filho de Deus sempre estava à disposição dos outros: ministrando aos necessitados, alimentando os famintos, curando os enfermos, libertando os possessos de espíritos malignos, ressuscitando mortos. Ele era cheio de compaixão — manso como um cordeiro, totalmente sem pecado. O Filho de Deus trouxe consigo boas-novas de grande alegria. Ele buscou os perdidos, pregou aos pobres, mas não desprezou os ricos; e perdoou pecadores. De que modo Cristo foi recebido? Que boas-vindas os homens Lhe ofereceram? Os homens O desprezaram e rejeitaram (Is 53.3). Ele disse: “Odiaram-me sem motivo” (Jo 15.25). Os homens sentiram sede do sangue de Jesus. Nenhuma morte comum lhes satisfaria. Exigiram que Jesus fosse crucificado. Por conseguinte, a cruz foi a manifestação do ódio inveterado do mundo para com o Cristo de Deus.

O mundo não se alterou, assim como o etíope ainda não mudou a sua pele e o leopardo, as suas manchas. O mundo e Cristo ainda estão em antagonismo. Por isso, a Bíblia afirma: “Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4). É impossível andarmos com Cristo e gozarmos de comunhão com Ele, enquanto não tivermos nos separado do mundo. Andar com Cristo envolve necessariamente compartilhar de sua humilhação — “Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério” (Hb 13.13). Foi isso o que Moisés fez (ver Hb 11.24-26). Quanto mais intimamente eu estiver andando com Cristo, tanto mais incorretamente serei compreendido (1 Jo 3.2), tanto mais serei ridicularizado (Jó 12.4) e odiado pelo mundo (Jo 15.19). Não cometa erro neste ponto: é totalmente impossível ser amigo do mundo e andar com Cristo. Portanto, tomar a cruz significa que eu desprezo voluntariamente a amizade do mundo, recusando conformar-me com ele (Rm 12.2). Que me importa a carranca do mundo, se estou desfrutando do sorriso do Salvador?

Tomar a cruz significa uma vida de sujeição voluntária a Deus. No que concerne à atitude de homens ímpios, a morte de Cristo foi um assassinato. Mas, no que se refere à atitude do próprio Senhor Jesus, a sua morte foi um sacrifício espontâneo, uma oferta de Si mesmo a Deus. Foi também um ato de obediência a Deus. Ele mesmo disse: “Ninguém a tira de mim [a vida dEle]; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la” (Jo 10.18). E por que Ele a entregou espontaneamente? As próximas palavras do Senhor Jesus nos dizem: “Este mandato recebi de meu Pai”. A cruz foi a suprema demonstração da obediência de Cristo. Nisto, Ele é nosso exemplo. Citamos novamente Filipenses 2.5: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”. Nas palavras seguintes, vemos o Amado do Pai assumindo a forma de um servo e “tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”.

Ora, a obediência de Cristo tem de ser a obediência do cristão — voluntária, alegre, irrestrita, contínua. Se esta obediência envolve vergonha e sofrimento, menosprezo e perdas, não devemos vacilar; pelo contrário, temos de fazer o nosso “rosto como um seixo” (Is 50.7). A cruz é mais do que um objeto da fé do cristão, é a insígnia do discipulado, o princípio pelo qual a vida do crente deve ser regulada. A cruz significa entrega e dedicação a Deus — “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1).

A cruz representa sofrimento e sacrifício vicários. Cristo entregou sua própria vida em favor de outros; e os seguidores dEle são chamados a fazerem espontaneamente o mesmo — “Devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 Jo 3.16). Esta é a lógica inevitável do Calvário. Somos chamados a seguir o exemplo de Cristo, à comunhão de seus sofrimentos, a sermos cooperadores em sua obra. Assim como Cristo “a si mesmo se esvaziou” (Fp 2.7), assim também devemos nos esvaziar. Cristo “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20.28); temos de agir da mesma maneira. Assim como Cristo “não se agradou a si mesmo” (Rm 15.3), assim também não devemos agradar a nós mesmos. Como o Senhor Jesus sempre pensou nos outros, assim devemos nos lembrar “dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos”, como se fôssemos nós mesmos os maltratados (Hb 13.3).

“Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mt 16.25). Palavras quase idênticas a estas se encontram também em Mateus 10. 39, Marcos 8.35, Lucas 9.24; 17.33, João 12.25. Esta repetição certamente é um argumento em favor da profunda importância de prestarmos atenção e atendermos às palavras de Cristo. Ele morreu para que vivêssemos (Jo 12.24); devemos agir de modo semelhante (Jo 12.25). Assim como Paulo, devemos ser capazes de afirmar: “Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo” (At 20.24). A “vida” de satisfação do “eu” neste mundo é perdida na eternidade. A vida que sacrifica os interesses do “eu” e se rende a Cristo, essa vida será achada novamente e preservada em toda eternidade.

Um jovem que concluíra a universidade e tinha perspectivas brilhantes respondeu à chamada de Cristo para uma vida de serviço para Ele na Índia, entre as classes mais pobres. Seus amigos exclamaram: “Que tragédia! Uma vida desperdiçada!” Sim, foi uma vida “perdida” para este mundo, mas “achada” no mundo por vir.


Autor: A. W. Pink
Fonte: Editora Fiel
Via: Blog Bereianos



Esta é a oração de um homem chamado como testemunha perante as nações. Foi isto que ele disse ao Senhor no dia de sua ordenação. Depois de os presbíteros e ministros terem colocado as mãos sobre ele, retirou-se para encontrar seu Salvador num lugar secreto e em silêncio, bem além do ponto em que seus bem intencionados irmãos poderiam tê-lo levado.

Foram estas as suas palavras: Ó Senhor, ouvi a tua voz e fiquei com medo. Tu me chamaste para uma tarefa terrível numa hora grave e perigosa. Está prestes a sacudir todas as nações e a terra, assim como o céu, para que permaneçam as coisas que não podem ser abaladas. Ó Senhor, meu Senhor, Tu te aviltaste honrando-me como teu servo. Homem algum recebe esta honra salvo aquele que é chamado por Deus como Arão. Tu me ordenaste teu mensageiro para os duros de coração e difíceis de entendimento. Eles te rejeitaram, a ti, o Mestre, e não posso esperar que me recebam a mim, o servo.

Deus meu, não perderei tempo deplorando minha fraqueza nem minha incapacidade para a obra. A responsabilidade não é minha, mas tua, pois disseste: "Eu te conheci — te ordenei — te santifiquei", e também afirmaste: "Irás a todos a quem te enviar e dirás tudo aquilo que eu ordenar". Quem sou eu para argumentar contigo ou duvidar de sua soberana escolha? A decisão não me cabe, ela é só tua. Assim seja, Senhor. A tua vontade seja feita e não a minha.

Bem sei, Deus dos profetas e dos apóstolos, que enquanto eu te der honra tu me honrarás. Ajuda-me, pois, a fazer este voto solene de honrar-te em toda a minha vida futura e meu trabalho, na felicidade ou na desgraça, na vida ou na morte, e manter esse voto enquanto viver.

Está na hora, ó Deus, de entrares em ação, pois o inimigo invadiu as tuas pastagens e as ovelhas foram destroçadas e espalhadas. Os falsos pastores andam por toda parte, negando o perigo e rindo dos riscos que o teu rebanho corre. As ovelhas estão sendo enganadas por esses mercenários e os seguem com lealdade tocante enquanto o lobo se aproxima para matar e destruir. Suplico-te, ó Deus, dá-me olhos penetrantes para perceber a presença do inimigo; dá-me entendimento para observar e coragem para contar fielmente o que vejo. Torna minha voz tão idêntica à tua que até mesmo as ovelhas doentes a reconheçam e te sigam.

Senhor Jesus, aproximo-me de ti para receber preparo espiritual. Impõe sobre mim a tua mão. Unge-me com o óleo do profeta do Novo Testamento. Proíbe que me transforme num escriba religioso e perca assim meu chamado profético. Salva-me da maldição que paira sobre o clero moderno, a maldição da transigência, da imitação, do profissionalismo. Salva-me do erro de julgar uma igreja pelo seu tamanho, sua popularidade ou pelas somas que oferece anualmente. Ajuda-me a lembrar que sou um profeta — não um promotor, nem um administrador religioso, mas um profeta. Não permita que jamais me torne escravo da multidão. Cura minha alma das ambições carnais e salva-me da atração da publicidade. Livra-me da escravidão às coisas. Não permita que desperdice meus dias com trivialidades. Põe teu terror sobre mim, ó Deus, e leva-me para o lugar de oração onde possa lutar com os principados e potestades e com os senhores das trevas deste mundo. Livra-me de comer em excesso e dormir tarde. Ensina-me a autodisciplina para que possa ser um bom soldado de Cristo.

Aceito trabalho árduo e pequenas recompensas nesta vida. Não peço conforto. Procurarei não fazer uso das pequenas manipulações que facilitam a vida. Se outros procurarem o caminho mais suave, tentarei seguir o mais estreito sem julgá-los com demasiada severidade. Esperarei oposição e irei aceitá-la quando chegar. Ou, como algumas vezes acontece, se eu vier a receber presentes de agradecimento dados por pessoas bondosas, fica comigo então e livra-me do mal que geralmente se segue. Ensina-me a usar o que quer que receba de modo a não prejudicar minha alma nem diminuir meu poder espiritual. E, se em tua providência permissiva eu vier a receber honra através da tua igreja, não deixe que me esqueça nessa hora de que sou indigno da menor de tuas misericórdias, e que se alguém me conhecesse tão bem como eu me conheço essas honras não seriam concedidas ou seriam feitas a outros mais dignos de recebê-las. E agora, Senhor do céu e da terra, consagro o restante de meus dias a ti; sejam eles muitos ou poucos, conforme a tua vontade. Faze-me ficar diante dos grandes ou ministrar aos pobres e humildes; essa escolha não é minha e não iria influenciá-la mesmo que pudesse. Sou teu servo para fazer a tua vontade, e essa vontade é mais doce para mim do que posição, riqueza ou fama, e eu a prefiro acima de todas as coisas na terra ou no céu.

Embora escolhido por ti e honrado por um chamamento sublime e santo, não permita que eu jamais esqueça que não passo de pó e cinzas, um homem com todas as falhas e paixões naturais que perseguem a raça humana. Oro a ti, portanto, meu Senhor e Redentor, salva-me de mim mesmo e de todos os males que possa fazer a mim mesmo enquanto tento ser uma bênção para outros. Enche-me com o teu poder pelo Espírito Santo, e na tua força irei e anunciarei a tua justiça. Espalharei a mensagem do amor que redime enquanto tiver forças.

Então, Senhor, quando estiver velho e cansado, não mais podendo continuar, prepara um lugar para mim lá no alto, e permite que eu possa ser contado com os teus santos na glória eterna. Amém.


Autor: A. W. Tozer
Fonte: Extraído do livro "O Melhor de A. W. Tozer"




Vontade: é a causa imediata de todas as ações. É a faculdade de escolha. Em cada ato da vontade existe uma preferência. Quando não há preferência (mas indiferença), então não pode haver volição. Querer é escolher, e escolher é decidir entre alternativas. Mas há algo que influencia a escolha, algo que determina a decisão.

Se "algo" induz a vontade a fazer uma escolha, então esse "algo" tem de ser o agente causal. Quando a vontade "escolhe", ela leva em conta certas considerações, influências. Então, a volição nada mais é do que o efeito dessas considerações/influências.

Se a vontade é "serva" de tais considerações/influências, já não é soberana. E se não é soberana, não podemos atribuir "liberdade" absoluta e nem relativa. Os atos da vontade não podem se auto-produzirem. Não podem se produzir por si mesmos. Caso contrário, estaríamos assumindo um efeito sem causa

Sempre há algo que leva a vontade a fazer uma escolha. Sendo a vontade determinada, quem a determina? O que determina a vontade é uma poderosa força motivadora que se faz sentir sobre ela. Que motivação é essa? Ora, podem ser várias: a lógica do raciocínio, o impulso das emoções, a voz da consciência, o sussurro do tentador, o poder do Espírito Santo. Então, será a maior influência que impulsionará a vontade a agir. Portanto, nós sempre agimos influenciados ou pelo mundo, ou pela carne, ou pelo diabo, ou por Senhor Deus.

Se negarmos a causalidade, então assumiremos que a vontade é indeterminada. Sendo indeterminada, o que faz ela determinar uma ação? Como pode uma vontade ser espontânea começar uma ação? Se a vontade é neutra e não predeterminada para agir de um modo ou de outro, então o que faz com que ela aja? Se a vontade parte do neutro, como pode ela sair desse ponto morto? Se insistirmos que a vontade age livremente, mesmo com considerações/influências, então porque as considerações/influências são ainda necessárias? Seria melhor deixar a vontade autônoma decidir por si mesma, sem ser influenciado por alguém.

A vontade pode agir de modo totalmente livre ao dar expressão ao caráter interior. Ela é livre na medida em que ela expressa livremente nossa natureza sem ser autônoma. A vontade age de acordo com nossa personalidade. A vontade nunca é forçada a agir contra sua propria natureza. A isso chamamos de livre agência, a vontade externando quem nós somos. Ela jamais externaria algo que fosse estranho à nossa natureza.

Ora, a Bíblia nos informa que o coração é o centro dominante do ser. "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida" (Pv 4.23). "Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios..." (Mc 7.21). Ora, os atos pecaminosos dos homens têm origem, não na vontade, mas no coração. Quando a vontade age, ela age por uma determinação. Neste caso, quem a determina é o coração. Logo, a vontade sendo serva do coração, jamais agirá diferente.

Falamos do "coração" como o âmago do ser humano. Isso tem a ver com o caráter do homem. O caráter do homem determina sua vontade. Imaginemos um pecador. Diante dele colocamos uma vida de piedade e uma vida de prazeres pecaminosos. Qual das alternativas ele escolherá? Respondo, a segunda. Ele a escolheu porque quis escolher ou foi influenciado? Se respondermos a primeira opção, então assumirem que ele igualmente poderia ter escolhido a segunda. Aí temos um problema: o pecador pode escolher ter uma vida de piedade? A Bíblia diz que não há quem faça o bem, nem um sequer!

Concluo esta parte dizendo que a vontade do homem age de acordo com a influência mais forte do momento. Ele não pode agir diferentemente.


Fonte: Blog dos Eleitos



Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.

Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e desta nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica – um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem que o velho, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.

A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana; pelo contrário, é sua amiga íntima e, se compreendermos bem, considera-a uma fonte de divertimento e gozo inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica; ela continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita em entoar coros e a assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obcenas e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, caso não o seja intelectualmente.

A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostranto que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento é mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.

A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar em um modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: "Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo"; e declara ao egoísta: "Venha e vanglorie-se no Senhor". Para o que busca emoções, chama: "Venha e goze da emoção da fraternidade cristã". A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.

A filosofia por trás disso pode ser sincera, mas na sua sinceridade não impede que seja falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz.

A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. Estava indo para seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.

A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressucitando-o em novidade de vida.

O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.

Nós, os que pregamos o evangelho, não devemos julgar-nos agentes de relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não devemos imaginar que fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens de negócio, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna. Não somos diplomatas mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo mas um ultimato.

Deus oferece vida, embora não se trate de um aperfeiçoamento da velha vida. A vida por Ele oferecida é um resultado da morte. Ela permanece sempre do outro lado da cruz. Quem quiser possuí-la deve passar pelo castigo. É preciso que repudie a si mesmo e concorde com a justa sentença de Deus contra ele.

O que isto significa para o indivíduo, o homem condenado quer encontrar vida em Cristo Jesus? Como esta teologia pode ser traduzida em termos de vida? É muito simples, ele deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada, defender nada, nem perdoar nada. Não deve procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.

Feito isto, ele deve contemplar com sincera confiança o salvador ressurreto e receber dEle vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo.

Para quem quer que deseje fazer objeções a este conceito ou considerá-lo apenas como um aspecto estreito e particular da verdade, quero afirmar que Deus colocou o seu selo de aprovação sobre esta mensagem desde os dias de Paulo até hoje. Quer declarado ou não nessas exatas palavras, este foi o conteúdo de toda pregação que trouxe vida e poder ao mundo através dos séculos. Os místicos, os reformadores, os reavivalistas, todos colocaram aí a sua ênfase, e sinais, prodígios e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho da operação divina.

Ousaremos nós, os herdeiros de tal legado de poder, manipular a verdade? Ousaremos nós com nossos lápis grossos apagar as linhas do desenho ou alterar o padrão que nos foi mostrado no Monte? Que Deus não permita! Vamos pregar a velha cruz e conhecermos o velho poder.


Autor: A. W. Tozer
Fonte: O Melhor de A. W. Tozer, Editora Mundo Cristão, pg 151 a 153.



Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:

- Doutor, o senhor terá que me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e já estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro...

O médico então perguntou:

- Muito bem. O que a senhora quer que eu faça?

A mulher respondeu:

- Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.


O médico então pensou um pouco e depois de algum tempo em silêncio disse para a mulher:

- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora. A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. Ele então completou:

- Veja bem minha senhora, para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco...

A mulher apavorou-se e disse:

- Não doutor! Que horror! Matar um criança é um crime.


- Também acho minha senhora, - concordou o médico - mas você me pareceu tão convencida disso, que por um momento pensei em ajudá-la.

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno.

O crime é exatamente o mesmo!!!!!


Fonte: O Blog dos Eleitos



O interior de um hipócrita nunca corresponde ao seu exterior. O interior de um hipócrita é uma coisa, e seu exterior é outra coisa; um hipócrita é exteriormente limpo mas interiormente impuro. Hipócritas são como os frascos dos farmacêuticos, tendo por fora o título de algum excelente remédio mas por dentro algum veneno mortal. Eles são como os templos egípcios, que são belos por fora mas dentro deles nada se encontra além de serpentes e crocodilos, e outras criaturas venenosas.

Hipócritas laboram mais em prol de um bom nome do que de um bom coração; uma boa repercussão dos seus feitos do que uma boa consciência; eles são como violinistas, mais cuidadosos em afinar seus instrumentos do que em vigiar suas almas. Hipócritas são como prata porém escurecem; eles possuem uma aparente santificação externa mas interiormente são cheios de malícia, mundanismo, orgulho, inveja, etc. São como almofadas de sofá, feitas de veludo e ricamente bordadas mas cujo interior é cheio de feno.

Um hipócrita pode oferecer sacrifício com Caim, correr com Jezabel, se humilhar com Acabe, chorar com as lágrimas de Esaú, beijar Cristo com Judas, seguir a Cristo com Demas, e aparentar compromisso com Simão Mago; e ainda com tudo isto seu interior é tão mau quanto qualquer um deles. Um hipócrita é um Jacó por fora e um Esaú por dentro; um Davi por fora e um Saul por dentro; um Pedro por fora e um Judas por dentro; um santo por fora e um Satanás por dentro; um anjo por fora e um demônio por dentro. Um hipócrita é um Judeu exteriormente mas um ateu, um pagão, um infiel interiormente.

Li sobre certas estátuas, assemelhando-se a Júpiter e Netuno, que por fora eram cobertas com ouro e pérola mas por dentro não tinham outra coisa senão aranhas e teias de aranha; a comparação perfeita com os hipócritas. Aquele monge acertou quando disse: “Mostrar ser um monge de forma externa foi fácil mas ser, de fato, um monge, interiormente, foi difícil.” Mostrar ser um cristão de forma externa é fácil mas ser, de fato, um cristão, interiormente, é muito difícil. O interior de um hipócrita nunca reflete ou corresponde ao seu interior; seu interior é perverso, e seu exterior é piedoso. Mas que todos os hipócritas saibam: fingir santidade é duplamente iníquo, e ao fim terão de responder por isto.


Fonte: O Caminho Cristão
Via: Bereianos



Um conceito bastante difundido através dos púlpitos é o de que Cristo foi tolerante para com os seus contemporâneos. Não podemos concordar com este pensamento, visto ser ele um conceito falso e antibíblico. O fato de Cristo ter tido paciência com os pecadores, com os seus próprios algozes, não significa tolerância para com o pecado.

Afirmamos categoricamente que Cristo, à luz da Bíblia, não foi tolerante com relação ao pecado. O que vemos hoje em dia é uma mensagem de tolerância religiosa com relação àquilo que Cristo mais combateu enquanto esteve na terra. Os que pregam a tolerância estão procurando um meio de acomodar às circunstâncias ou estão procurando, em linguagem psicológica, compensação à falta de coragem para agir em relação aos problemas da igreja. Como resultado disso, pregam a tolerância e deixam as coisas como estão.

Isso soa como um abandono dos deveres e da responsabilidade. Os adeptos da tolerância religiosa fogem da responsabilidade de punir o pecador, afirmando que o próprio Deus é quem irá discipliná-lo. Vemos nas Sagradas Escrituras que Cristo foi sempre enérgico e intransigente para com o pecado. Cristo também não foi tolerante com as heresias do seu tempo. Os pecados e as heresias sempre foram os alvos da intolerância de Cristo.

Admitir a tolerância em Cristo para com o pecado e para com as heresias, é negar a Sua perfeição. Isso faz de Cristo um ser imperfeito, pois, quem tolera o erro se torna cúmplice do mesmo. Cristo sempre age de acordo com o caráter divino. Ele não é contraditório.

Desde o começo da história Deus foi intransigente quanto ao pecado.Quando nossos primeiros pais pecaram, transgredindo o preceito divino lá no Éden, Deus não os poupou. Eles receberam imediatamente a sanção divina. Foram expulsos. Isso mostra que Deus promulgou a lei para ser cumprida e não para ficar apenas no papel. A Sua justiça divina exige a punição do transgressor.

Vemos, mas uma vez, a intransigência divina contra o pecado ao enviar o dilúvio sobre a terra para a destruição total dos desobedientes. Vemos isso também na Sua relação com o povo de Israel, com Davi e, como não poderíamos esquecer, com Jonas.

Afirmar que Cristo foi tolerante é desconhecer a Bíblia e, principalmente, os evangelhos. O Mestre foi enérgico no Seu tratamento com o apóstolo Pedro, censurando-o (Mt 16.21-23). No caso da purificação do templo, que todos nós conhecemos, Cristo parece que não foi muito educado (Mt 21.12,13; Mc 11.15-17). Cristo expulsou todos os comerciantes que vendiam suas mercadorias no templo. Derrubou suas mesas e as cadeiras. Será que para os pregadores da tolerância, Cristo seria um ranzinza, ou um impiedoso? Pregar a tolerância e tomar Cristo como exemplo é uma verdadeira disparidade e uma fuga da realidade.

O tratamento de Cristo para com os fariseus contradiz os senhores “mensageiros” da tolerância. Em Mateus 23 vemos Jesus censurando energicamente os escribas e fariseus. Jesus os chama de hipócritas, guias cegos, insensatos, serpentes e raças de víboras. Me digam onde está a tolerância de Cristo neste capítulo?

Em mais uma ocasião onde Jesus confronta os fariseus, Ele usa expressões bastante fortes em João 8.44:


Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.


Mas nem tudo é intolerância. Há um tipo de tolerância que encontramos em Cristo. Isso está relacionada com a paciência de Cristo para com o pecador sem compartilhar, no entanto, com os seus pecados. Cristo, quando estava agonizando na cruz, não odiou seus algozes, mas orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Jo 23.34). Paciência com pecador não implica em tolerância para com o seu pecado.

Ao contrário do ensinamento de Cristo, as igrejas evangélicas de hoje estão tolerando demais o pecado. As igrejas estão tolerando as imoralidades praticadas dentro das próprias igrejas. Recentemente (novembro/2009), dois “pastores”, Marcos Gladstone e Fábio Inácio, fundadores de uma igreja “evangélica”, a Igreja Contemporânea, criada no Rio de Janeiro há três anos e que já conta com 500 membros. Antes, em 2007, o “pastor” Gladstone já havia celebrado um casamento gay entre um ex-pastor da Igreja Universal, Eduardo Silva, e Paullo Oliveira, filho de um dos mais conhecidos pastores da Assembléia de Deus de Madureira, no Rio. Já na Europa, a Igreja Luterana da Suécia tem a primeira bispa abertamente lésbica ordenada recentemente, em novembro de 2009. Citei estes exemplos porque são os mais recentes e um dos mais condenáveis aos olhos de Deus (Rm 1.18-32).

A tolerância, à luz da Bíblia, consiste em não sermos precipitados no exercício da disciplina, mas em dar oportunidade ao pecador, para que se arrependa. Mas esta oportunidade deve vir acompanhada de uma advertência energética contra o seu pecado. É preciso que ele sinta a sua culpa e para isso, é preciso ser chamado à advertência. Mas não é isso que acontece na igreja evangélica brasileira de hoje.

Há muita tolerância a determinados indivíduos que são bastantes simpáticos, e muita intolerância aos que não nos são agradáveis. São bonzinhos demais para com os que vão com a cara; e maldosos demais para com aqueles que não vão com a cara.

É um pecado tolerar as heresias e as imoralidades dentro da igreja. A paciência de muitos se transformou em relaxamento. Não existe liberdade, mas libertinagem. Será que a própria existência do modernismo teológico já não é uma conseqüência da tolerância? Dizer que um determinado indivíduo é bom, quando é sabido por todos que ele é mau, é incentivar o pecado e abrir as portas para a sua proliferação.

Cristo ensinou a perdoar. Todos nós devemos ter o espírito de perdão. Mas isso não significa tolerar o erro. Tolerando o erro, a igreja se enfraquece. Não podemos permitir pregações desse calibre em nossos púlpitos. Precisamos ter a natureza intransigente e sermos fechados em relação a qualquer atitude que enfraqueça nossa posição doutrinária tradicional. Precisamos exigir dos nossos seminários ministros com mais qualidade e com pensamento de combater as heresias e as imoralidade que, insistentemente, entram nas igrejas.

Você sabe como reconhecer um herege? Existe uma dica, entre várias existentes, que faz abrir nossos olhos (e ouvidos) para reconhecê-los e quem dá esta dica é James I. Packer:


“Os hereges não chamam as pessoas para se arrependerem de seus pecados. Tudo que você precisa para ser um herege é: acomodar o pecado, tolerar o pecado, abençoar o pecado, sancionar o pecado, desculpar o pecado, não se opor ao pecado. A primeira palavra do evangelho é arrependam-se”.


O pecado é muito grave. Tão grave que matou o nosso Senhor Jesus Cristo. Quem não reconhece a gravidade do seu pecado, ou de qualquer pessoa, mostra a sua irrelevância na morte de Cristo. É como se Ele tivesse morrido por algo pequeno demais.

Ensinar a não punição do erro é ir contra a justiça divina e fazer de Jesus um acariciador do pecado. Portanto, o conceito de que Cristo foi tolerante é falso e antibíblico.

Soli Deo Gloria


Autor: Heitor Alves
Fonte: Blog dos Eleitos